Publicação
Perceção de riscos psicossociais, coping, sintomatologia psicopatológica e ideação suicida em profissionais que trabalham no contexto da saúde mental
| Resumo: | Os Riscos Psicossociais tornaram-se, no mundo contemporâneo, cada vez mais um problema de saúde pública, gerando não só custos humanos, como económicos e societais. Trabalhar no contexto da saúde mental pode ser altamente exigente e desafiante, propiciando o desenvolvimento de problemas de saúde psicológica, o que tem, naturalmente, repercussões na saúde mental dos próprios profissionais, e na qualidade dos serviços que prestam. A presente investigação tem, por isso, como objetivo compreender a relação entre a perceção dos riscos psicossociais, estratégias de coping, sintomatologia psicopatológica e ideação suicida em profissionais que trabalham no contexto da saúde mental. A amostra é composta por 89 profissionais que trabalham no contexto da saúde mental. A recolha de dados foi feita online, onde foram administrados os seguintes instrumentos: a versão curta do Copenhagen Psychosocial Questionnaire (COPSOQ II), a Escala Toulousiana de Coping - Versão reduzida (ETCR), o Brief Symptom Inventory (BSI), o Suicidal Behaviors Questionnaire- Revised (QCS-R) e um questionário sociodemográfico. Os resultados demonstraram uma perceção de risco mais elevada em relação às exigências laborais, estando cerca de 49% destes profissionais em situação de risco para a saúde. No entanto, cerca de 71% da amostra, sente-se comprometida com o seu trabalho, perceciona-o como importante e com possibilidades de desenvolvimento. Não foram encontradas diferenças entre sexos em relação aos riscos psicossociais nem aos sintomas psicopatológicos. Foram encontradas diferenças entre grupos etários e anos de experiência profissional em relação à Interface Trabalho-Indivíduo, com os mais novos e mais inexperientes a relatar maior perceção de risco. Verificou-se uma associação negativa entre o controlo com a sintomatologia psicopatológica e uma associação positiva entre as estratégias de coping recusa e conversão com a sintomatologia psicopatológica. A sintomatologia psicopatológica está associada positivamente à ideação suicida. Desta forma, a presente investigação salienta a importância de medidas de avaliação, prevenção e intervenção no contexto da saúde mental que fomentem um ambiente favorável à manutenção da saúde física e psicológica dos profissionais que trabalham no contexto da saúde mental. |
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| Autores principais: | Granja, Mariana Pereira |
| Assunto: | Riscos psicossociais Coping Psicopatologia Saúde mental Teses de mestrado - 2020 |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os Riscos Psicossociais tornaram-se, no mundo contemporâneo, cada vez mais um problema de saúde pública, gerando não só custos humanos, como económicos e societais. Trabalhar no contexto da saúde mental pode ser altamente exigente e desafiante, propiciando o desenvolvimento de problemas de saúde psicológica, o que tem, naturalmente, repercussões na saúde mental dos próprios profissionais, e na qualidade dos serviços que prestam. A presente investigação tem, por isso, como objetivo compreender a relação entre a perceção dos riscos psicossociais, estratégias de coping, sintomatologia psicopatológica e ideação suicida em profissionais que trabalham no contexto da saúde mental. A amostra é composta por 89 profissionais que trabalham no contexto da saúde mental. A recolha de dados foi feita online, onde foram administrados os seguintes instrumentos: a versão curta do Copenhagen Psychosocial Questionnaire (COPSOQ II), a Escala Toulousiana de Coping - Versão reduzida (ETCR), o Brief Symptom Inventory (BSI), o Suicidal Behaviors Questionnaire- Revised (QCS-R) e um questionário sociodemográfico. Os resultados demonstraram uma perceção de risco mais elevada em relação às exigências laborais, estando cerca de 49% destes profissionais em situação de risco para a saúde. No entanto, cerca de 71% da amostra, sente-se comprometida com o seu trabalho, perceciona-o como importante e com possibilidades de desenvolvimento. Não foram encontradas diferenças entre sexos em relação aos riscos psicossociais nem aos sintomas psicopatológicos. Foram encontradas diferenças entre grupos etários e anos de experiência profissional em relação à Interface Trabalho-Indivíduo, com os mais novos e mais inexperientes a relatar maior perceção de risco. Verificou-se uma associação negativa entre o controlo com a sintomatologia psicopatológica e uma associação positiva entre as estratégias de coping recusa e conversão com a sintomatologia psicopatológica. A sintomatologia psicopatológica está associada positivamente à ideação suicida. Desta forma, a presente investigação salienta a importância de medidas de avaliação, prevenção e intervenção no contexto da saúde mental que fomentem um ambiente favorável à manutenção da saúde física e psicológica dos profissionais que trabalham no contexto da saúde mental. |
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