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A criminalidade em Lisboa uma geografia da insegurança

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A criminalidade urbana, sob as mais variadas formas, assume cada vez maior importância na vida diária, não só dos cidadãos comuns, mas também dos "governantes" das cidades. […] No entanto, existem diferenças entre a ocorrências de actos criminosos, tanto no número como no tipo de acto, e nos locais de facto, e a forma como as pessoas percepcionam o espaço. Ou seja, as imagens mentais que se formam sobre a segurança ou insegurança de determinada área, podem não corresponder ao que na realidade ocorre em termos de actos que ponham em causa a integridade dessas mesmas pessoas. Existem assim diferenças, ou "resíduos", entre a imagem mental e as ocorrências criminais. É precisamente compreender esta diferença entre "realidade" e imagem, bem como as razões que lhe estão subjacentes, um dos principais objectivos deste trabalho. Outros dois objectivos e que estão directamente associados ao anterior são, por um lado, a análise do padrão territorial da criminalidade na cidade de Lisboa, por tipo de actos criminosos e, por outro, o estudo da forma como o espaço é percebido em função do crime/segurança percepcionados, numa perspectiva de valoração do espaço. Pretende-se também compreender de que forma esta percepção se relaciona com a organização do território e vice-versa, ou seja, se a imagem que as pessoas têm do espaço condiciona, e em que medida, o desenvolvimento e a realização de um conjunto de actividades diárias, e se estas mesmas actividades influenciam a ocorrência e o número de crimes praticados.
Autores principais:Esteves, Alina
Assunto:Geografia da insegurança Criminalidade Padrão territorial Organização do território Lisboa
Ano:1997
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A criminalidade urbana, sob as mais variadas formas, assume cada vez maior importância na vida diária, não só dos cidadãos comuns, mas também dos "governantes" das cidades. […] No entanto, existem diferenças entre a ocorrências de actos criminosos, tanto no número como no tipo de acto, e nos locais de facto, e a forma como as pessoas percepcionam o espaço. Ou seja, as imagens mentais que se formam sobre a segurança ou insegurança de determinada área, podem não corresponder ao que na realidade ocorre em termos de actos que ponham em causa a integridade dessas mesmas pessoas. Existem assim diferenças, ou "resíduos", entre a imagem mental e as ocorrências criminais. É precisamente compreender esta diferença entre "realidade" e imagem, bem como as razões que lhe estão subjacentes, um dos principais objectivos deste trabalho. Outros dois objectivos e que estão directamente associados ao anterior são, por um lado, a análise do padrão territorial da criminalidade na cidade de Lisboa, por tipo de actos criminosos e, por outro, o estudo da forma como o espaço é percebido em função do crime/segurança percepcionados, numa perspectiva de valoração do espaço. Pretende-se também compreender de que forma esta percepção se relaciona com a organização do território e vice-versa, ou seja, se a imagem que as pessoas têm do espaço condiciona, e em que medida, o desenvolvimento e a realização de um conjunto de actividades diárias, e se estas mesmas actividades influenciam a ocorrência e o número de crimes praticados.