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Otimização da caracterização de fibras musculares estriadas em cão (Canis familiaris) por histoquímica e imunohistoquímica com potencial aplicação ao diagnóstico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As técnicas histoquímicas permitem melhorar o conhecimento sobre o tecido muscular e suas alterações patológicas e, juntamente com as técnicas imunohistoquímicas, têm papel importante no diagnóstico de doenças musculares. Assim, o presente trabalho teve como objetivos, em primeiro lugar, caracterizar o tecido muscular esquelético da espécie canina, tanto a nível histoquímico como imunohistoquímico, incidindo, sobretudo, na tipificação e subtipificação das fibras musculares e avaliação das suas percentagens relativas. Em segundo lugar, pretendeu-se verificar a potencial aplicação de técnicas imunohistoquímicas no diagnóstico, aplicando-as em músculos alterados. As técnicas histoquímicas realizadas foram: adenosina trifosfatase ácido resistente (ATPase 4,6), adenosina trifosfatase alcalina (ATPase 9,4) e desidrogenase tetrazolium redutase do ácido nicotínico (NADH diaforase). Estas foram efetuadas em cortes de congelação dos músculos temporal, masséter, diafragma e bicípede femoral de dois canídeos eutanasiados sem história de doença muscular. Os mesmos músculos destes canídeos foram também submetidos a imunohistoquímica, recorrendo aos anticorpos MHC-slow e MHC-fast. Posteriormente, estes anticorpos foram aplicados em três biópsias musculares de canídeos previamente diagnosticados com doença muscular. Dos resultados obtidos pela histoquímica foi possível diferenciar fibras de tipo I e II, subtipificar as fibras tipo II e obter a percentagem de fibras tipo I e II nos diferentes músculos. Com a imunohistoquímica, registou-se a percentagem de células marcadas pelos anticorpos atrás referidos e a intensidade de cada marcação, consoante o músculo ou o caso clínico em questão. Não foi possível observar a existência de correlação entre as fibras de tipo I e II marcadas pela histoquímica e a marcação obtida por imunohistoquímica, não existindo igualmente correlação entre as percentagens de fibras marcadas pelos dois tipos de técnicas. Finalmente, foram também identificadas as condições necessárias e suficientes para a realização das técnicas de diagnóstico de patologia muscular no Laboratório de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa (FMV-ULisboa), reconhecendo-se as limitações e a forma de as ultrapassar.
Autores principais:Rodrigues, Rita Vaz
Assunto:cão músculo estriado fibras musculares histoquímica imunohistoquímica doenças musculares dog striated muscle muscle fibers histochemistry immunohistochemistry muscular diseases
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As técnicas histoquímicas permitem melhorar o conhecimento sobre o tecido muscular e suas alterações patológicas e, juntamente com as técnicas imunohistoquímicas, têm papel importante no diagnóstico de doenças musculares. Assim, o presente trabalho teve como objetivos, em primeiro lugar, caracterizar o tecido muscular esquelético da espécie canina, tanto a nível histoquímico como imunohistoquímico, incidindo, sobretudo, na tipificação e subtipificação das fibras musculares e avaliação das suas percentagens relativas. Em segundo lugar, pretendeu-se verificar a potencial aplicação de técnicas imunohistoquímicas no diagnóstico, aplicando-as em músculos alterados. As técnicas histoquímicas realizadas foram: adenosina trifosfatase ácido resistente (ATPase 4,6), adenosina trifosfatase alcalina (ATPase 9,4) e desidrogenase tetrazolium redutase do ácido nicotínico (NADH diaforase). Estas foram efetuadas em cortes de congelação dos músculos temporal, masséter, diafragma e bicípede femoral de dois canídeos eutanasiados sem história de doença muscular. Os mesmos músculos destes canídeos foram também submetidos a imunohistoquímica, recorrendo aos anticorpos MHC-slow e MHC-fast. Posteriormente, estes anticorpos foram aplicados em três biópsias musculares de canídeos previamente diagnosticados com doença muscular. Dos resultados obtidos pela histoquímica foi possível diferenciar fibras de tipo I e II, subtipificar as fibras tipo II e obter a percentagem de fibras tipo I e II nos diferentes músculos. Com a imunohistoquímica, registou-se a percentagem de células marcadas pelos anticorpos atrás referidos e a intensidade de cada marcação, consoante o músculo ou o caso clínico em questão. Não foi possível observar a existência de correlação entre as fibras de tipo I e II marcadas pela histoquímica e a marcação obtida por imunohistoquímica, não existindo igualmente correlação entre as percentagens de fibras marcadas pelos dois tipos de técnicas. Finalmente, foram também identificadas as condições necessárias e suficientes para a realização das técnicas de diagnóstico de patologia muscular no Laboratório de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa (FMV-ULisboa), reconhecendo-se as limitações e a forma de as ultrapassar.