Publicação
Estudo do compromisso da função arterial por avaliação da velocidade da Onda de Pulso na hipertenção arterial e diabetes mellitus
| Resumo: | Introdução: A deterioração das grandes artérias elásticas contribui grandemente para a morbilidade e mortalidade cardiovascular em indivíduos hipertensos e diabéticos. A Velocidade da Onda de Pulso (VOP) é considerada um marcador precoce de rigidez arterial, tendo por diversas vezes sido estudada a sua correlação com factores de risco como a hipertensão arterial (HTA) e a diabetes mellitus (DM). Mais escassos são os dados de associação entre estes dois factores de risco e a sua repercussão conjunta ao nível da distensibilidade arterial. A influência de outras variáveis fisiológicas associadas à VOP tem sido pouco explorada. A correcta interpretação dos princípios biofísicos inerentes à função vascular posiciona a VOP na vanguarda dos estudos hemodinâmicos. Objectivos: Avaliar as repercussões vasculares da hipertensão arterial e Diabetes Mellitus, em doentes de risco cardiovascular, através da análise da velocidade da onda de pulso. Metodologia: Este estudo teve uma amostra total de 255 indivíduos que realizaram medição da VOP. Foram posteriormente divididos em grupos de normotensos, hipertensos e diabéticos hipertensos com diferentes valores tensionais. Os dados de anamnese e parâmetros fisiológicos como a pressão arterial, VOP, frequência cardíaca e índice de massa corporal foram recolhidos através de um formulário, tendo posteriormente sido estatisticamente processados. Resultados: A VOP revelou valores significativamente mais elevados nos grupos de indivíduos simultaneamente diabéticos e hipertensos comparativamente com os restantes grupos. O incremento da velocidade da onda de pulso atingiu, em média, mais 1.48 m/s (15,7%) nestes diabéticos. As variáveis idade, pressão arterial sistólica, pressão de pulso e frequência cardíaca revelaram-se preditores significativos da variância da VOP. Conclusões: A VOP constitui um importante instrumento de estratificação de risco cardiovascular, enquanto marcador precoce de compromisso arterial, com interesse clinicamente transversal. Outras variáveis fisiológicas correlacionadas com a VOP contribuem de formas distintas nos processos mecânicos da função arterial, devendo ser consideradas nos estudos da distensibilidade arterial. |
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| Autores principais: | Fernandes, Filipe dos Santos |
| Assunto: | Velocidade da Onda de Pulso Hipertensão arterial Diabetes Mellitus Mecânica dos biofluidos Função arterial Teses de mestrado - 2009 |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A deterioração das grandes artérias elásticas contribui grandemente para a morbilidade e mortalidade cardiovascular em indivíduos hipertensos e diabéticos. A Velocidade da Onda de Pulso (VOP) é considerada um marcador precoce de rigidez arterial, tendo por diversas vezes sido estudada a sua correlação com factores de risco como a hipertensão arterial (HTA) e a diabetes mellitus (DM). Mais escassos são os dados de associação entre estes dois factores de risco e a sua repercussão conjunta ao nível da distensibilidade arterial. A influência de outras variáveis fisiológicas associadas à VOP tem sido pouco explorada. A correcta interpretação dos princípios biofísicos inerentes à função vascular posiciona a VOP na vanguarda dos estudos hemodinâmicos. Objectivos: Avaliar as repercussões vasculares da hipertensão arterial e Diabetes Mellitus, em doentes de risco cardiovascular, através da análise da velocidade da onda de pulso. Metodologia: Este estudo teve uma amostra total de 255 indivíduos que realizaram medição da VOP. Foram posteriormente divididos em grupos de normotensos, hipertensos e diabéticos hipertensos com diferentes valores tensionais. Os dados de anamnese e parâmetros fisiológicos como a pressão arterial, VOP, frequência cardíaca e índice de massa corporal foram recolhidos através de um formulário, tendo posteriormente sido estatisticamente processados. Resultados: A VOP revelou valores significativamente mais elevados nos grupos de indivíduos simultaneamente diabéticos e hipertensos comparativamente com os restantes grupos. O incremento da velocidade da onda de pulso atingiu, em média, mais 1.48 m/s (15,7%) nestes diabéticos. As variáveis idade, pressão arterial sistólica, pressão de pulso e frequência cardíaca revelaram-se preditores significativos da variância da VOP. Conclusões: A VOP constitui um importante instrumento de estratificação de risco cardiovascular, enquanto marcador precoce de compromisso arterial, com interesse clinicamente transversal. Outras variáveis fisiológicas correlacionadas com a VOP contribuem de formas distintas nos processos mecânicos da função arterial, devendo ser consideradas nos estudos da distensibilidade arterial. |
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