Publicação
Mapas de Macau dos séculos XVI e XVII: inventário, descrição e análise comparativa de espécimes cartográficos europeus e chineses
| Resumo: | Este artigo centra-se no inventário e na descrição dos principais mapas, plantas e desenhos de Macau produzidos durante os séculos XVI e XVII. São analisados, em simultâneo, os exemplares cartográficos de origem europeia e chinesa. É concedido um especial destaque àquelas representações cartográficas que conheceram uma maior difusão internacional nesta época, tanto na forma de plantas e mapas manuscritos, como na forma de plantas e mapas impressos. Também se assinala o modo como certas formas particulares de representação da cartografia chinesa influenciaram a concepção de alguns mapas de Macau difundidos pelos europeus. Da mesma maneira, prestar-se-á atenção à forma como certos mapas de Macau de origem europeia foram apropriados e transformados por desenhadores e artífices chineses ou macaenses de acordo com o gosto oriental ou o simbolismo próprio da cartografia chinesa tradicional. Finalmente, aproveitaremos vários exemplares cartográficos chineses para acrescentar algumas pistas ao inquérito que trata da toponímia vernácula do território que viria a ser Macau. Como é sabido, o assunto da origem e do significado dos diversos nomes dados a Macau é dos mais debatidos por parte dos investigadores, sendo que tende a ser complicado por dois motivos essenciais: pelo facto de muitos povos terem baptizado o mesmo local de modo diferente ao longo do tempo; e pelo facto de algumas palavras serem pronunciadas de modo diferente em diferentes dialectos chineses. Nesse sentido, trataremos de demonstrar de que modo os mapas constituem auxiliares tão preciosos quanto as restantes fontes documentais para o esclarecimento desta questão central dos estudos sobre Macau. |
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| Autores principais: | Oliveira, Francisco Roque De |
| Assunto: | Macau Portugal China Cartografia histórica Toponímia de Macau Morfologia urbana Séculos XVI e XVII |
| Ano: | 2005 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este artigo centra-se no inventário e na descrição dos principais mapas, plantas e desenhos de Macau produzidos durante os séculos XVI e XVII. São analisados, em simultâneo, os exemplares cartográficos de origem europeia e chinesa. É concedido um especial destaque àquelas representações cartográficas que conheceram uma maior difusão internacional nesta época, tanto na forma de plantas e mapas manuscritos, como na forma de plantas e mapas impressos. Também se assinala o modo como certas formas particulares de representação da cartografia chinesa influenciaram a concepção de alguns mapas de Macau difundidos pelos europeus. Da mesma maneira, prestar-se-á atenção à forma como certos mapas de Macau de origem europeia foram apropriados e transformados por desenhadores e artífices chineses ou macaenses de acordo com o gosto oriental ou o simbolismo próprio da cartografia chinesa tradicional. Finalmente, aproveitaremos vários exemplares cartográficos chineses para acrescentar algumas pistas ao inquérito que trata da toponímia vernácula do território que viria a ser Macau. Como é sabido, o assunto da origem e do significado dos diversos nomes dados a Macau é dos mais debatidos por parte dos investigadores, sendo que tende a ser complicado por dois motivos essenciais: pelo facto de muitos povos terem baptizado o mesmo local de modo diferente ao longo do tempo; e pelo facto de algumas palavras serem pronunciadas de modo diferente em diferentes dialectos chineses. Nesse sentido, trataremos de demonstrar de que modo os mapas constituem auxiliares tão preciosos quanto as restantes fontes documentais para o esclarecimento desta questão central dos estudos sobre Macau. |
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