Publicação
A competitividade internacional : análise da capacidade competitiva da União Europeia, Estados Unidos da América e Japão
| Resumo: | O aumento progressivo do peso do comércio internacional na economia mundial, o crescimento fenomenal dos fluxos de capital entre os peíses, e o acentuar das divergências entre as performances dos psíses em termos de comércio e crescimento económico, a chamada "triadição" do comércio e da economia mundial, são algumas das razões que explicam que o debate sobre a competitividade internacional tenha atraído, recentemente, grande atenção. O nosso objectivo é por um aldo, apresentar a problemática da definição e medição de competitividade (cap. 1 e 2) e, por outro lado, realizar uma análise comparativa de alguns estudos efectuados para avaliar da competitividade da UE, do Japão e dos EUA no seio da tríade (cap. 3). A noção de competitividade é de natureza complexa e conteúdo variável consoante os autores. É um conceito composto, relativo e dinâmico, que se tornou progressivamente numa noção necessária à análise comparada das economias nomeadamente quando se pretende ajuizar sobre os êxitos ou fracassos das mesmas. No entanto, existem evidentes dificuldades quando se pretende definir e quantificar a competitividade. Assim, podemos dizer que a competitividade enquanto conceito revela alguma ambiguidade e que a verificação empírica é bastante complexa. A análise de dois modelos que procuram avaliar as vantagens competitivas de uma nação, o modelo World Economic Forum (WEF, que procura medir a competitividade global das nações, sem especificar segmentos estratégicos), e o modelo de M. Porter e da Harvard Business School (que analisa os segmentos estratégicos no interior de uma nação) permite pensar que enquanto "melhor" for a gestão dos "factores de competitividade" por parte das empresas, maiores serão as condições de sucesso em termos de competitividade nacional (cap. 1 e 2). O estudo comparativo da capacidade competitiva das economias europeias, japonesas e norte-americanas (cap. 3), será baseado nos estudops empíricos efectuados, pela Comissão da UE, pela UNICE e, pelos relatórios do WEF - "World Competitiveness Report" (1992-1995). Aí procuraremos por em relevo os pressupostos metodológicos e as principais conclusões alcançadas, referindo alguns dos limites encontrados. Finalmente, faremos uma releitura dos resultados dos estudos mencionados à luz das questões enunciadas no cap. 2. |
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| Autores principais: | Batista, Aida Maria Castanheira |
| Assunto: | Competitividade União Europeia Estados Unidos da América Japão Competitiveness Competition European Union United States of America Japan Competição |
| Ano: | 1997 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O aumento progressivo do peso do comércio internacional na economia mundial, o crescimento fenomenal dos fluxos de capital entre os peíses, e o acentuar das divergências entre as performances dos psíses em termos de comércio e crescimento económico, a chamada "triadição" do comércio e da economia mundial, são algumas das razões que explicam que o debate sobre a competitividade internacional tenha atraído, recentemente, grande atenção. O nosso objectivo é por um aldo, apresentar a problemática da definição e medição de competitividade (cap. 1 e 2) e, por outro lado, realizar uma análise comparativa de alguns estudos efectuados para avaliar da competitividade da UE, do Japão e dos EUA no seio da tríade (cap. 3). A noção de competitividade é de natureza complexa e conteúdo variável consoante os autores. É um conceito composto, relativo e dinâmico, que se tornou progressivamente numa noção necessária à análise comparada das economias nomeadamente quando se pretende ajuizar sobre os êxitos ou fracassos das mesmas. No entanto, existem evidentes dificuldades quando se pretende definir e quantificar a competitividade. Assim, podemos dizer que a competitividade enquanto conceito revela alguma ambiguidade e que a verificação empírica é bastante complexa. A análise de dois modelos que procuram avaliar as vantagens competitivas de uma nação, o modelo World Economic Forum (WEF, que procura medir a competitividade global das nações, sem especificar segmentos estratégicos), e o modelo de M. Porter e da Harvard Business School (que analisa os segmentos estratégicos no interior de uma nação) permite pensar que enquanto "melhor" for a gestão dos "factores de competitividade" por parte das empresas, maiores serão as condições de sucesso em termos de competitividade nacional (cap. 1 e 2). O estudo comparativo da capacidade competitiva das economias europeias, japonesas e norte-americanas (cap. 3), será baseado nos estudops empíricos efectuados, pela Comissão da UE, pela UNICE e, pelos relatórios do WEF - "World Competitiveness Report" (1992-1995). Aí procuraremos por em relevo os pressupostos metodológicos e as principais conclusões alcançadas, referindo alguns dos limites encontrados. Finalmente, faremos uma releitura dos resultados dos estudos mencionados à luz das questões enunciadas no cap. 2. |
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