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A flora medicinal e aromática da Herdade da Ribeira Abaixo, Grândola (Estação de campo, CBA): caracterização micromorfológica e dos óleos essenciais de Lavandula Luisieri

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Detalhes bibliográficos
Resumo:De entre as plantas aromáticas da Flora de um montado inclui-se a família Lamiaceæ, onde encontramos o género Lavandula. A taxonomia do género Lavandula tem sofrido diversas alterações, devido à sua variabilidade morfológica e capacidade de hidridização. Com este trabalho pretendeu-se aprofundar o estudo de duas espécies, L. luisieri e L. pedunculata, realizando uma abordagem conjunta através do estudo químico dos seus óleos essenciais e de análise micromorfológica das suas flores. Os óleos essenciais de várias amostras de ambas as espécies de Lavandula colhidas em anos consecutivos foram isolados por hidrodestilação, examinados por CGL, identificados por CGL/EM e sujeitos a análise aglomerativa usando o programa NTSYS. A morfologia e distribuição do indumento de estruturas florais de ambas as espécies foram analisados usando as técnicas de MEV e MOV. Para o estudo histoquímico das duas espécies, utilizaram-se testes destinados à identificação de determinados grupos químicos, observando-se os resultados em MOV. Observou-se ainda a autofluorescência e fluorescência induzida com reagente de NEU em MOF. Os óleos essenciais das amostras de L. luisieri e L. pedunculata foram obtidos num intervalo de rendimentos de v-1% e 2% (v/ p.f.). Os monoterpenos oxigenados foram detectados em maior percentagem tanto para L. luisieri (33-57%), como para L. pedunculata (90-98%). O conjunto de todos os óleos essenciais foram agrupados em três clusters (cluster I – L. pedunculata, clusters II e III – L. luisieri). O componente com maior percentagem relativa no cluster I foi a fenchona (62-70%), no cluster II o acetato de trans-α- necrodilo (4-20%) e no cluster III o 1,8-cineol (11-38%). Na caracterização micromorfológica das duas espécies verificou-se que apresentam vários tipos de tricomas não glandulares e glandulares, estes últimos distribuídos maioritariamente nas superfícies abaxiais de sépalas e brácteas férteis. Em L. pedunculata identificaram-se tricomas que não foram encontrados em L. luisieri e correspondem a tricomas capitados tipo III, mistos tipo I e tipo II, e ainda um tipo de tricoma peltado com pedúnculo grande que ainda não havia sido referenciado em termos bibliográficos. Do estudo histoquímico concluiu-se que os grupos de compostos existentes em L. luisieri e L. pedunculata foram: polissacáridos totais, pectinas, mucilagens, lípidos (totais, ácidos e neutros e ácidos gordos), terpenóides (óleos essenciais e ácidos resínicos e terpenóides com grupo carbonilo), fenóis e alcalóides. Em MOF foi ainda detectada a presença de flavonóides. A maioria destes compostos foi detectada nas cabeças glandulares dos vários tipos de tricomas.
Autores principais:Feijão, Maria Daniela Madelino, 1983
Assunto:Plantas medicinais Plantas aromáticas Óleos essenciais Grândula Teses de mestrado - 2011
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:De entre as plantas aromáticas da Flora de um montado inclui-se a família Lamiaceæ, onde encontramos o género Lavandula. A taxonomia do género Lavandula tem sofrido diversas alterações, devido à sua variabilidade morfológica e capacidade de hidridização. Com este trabalho pretendeu-se aprofundar o estudo de duas espécies, L. luisieri e L. pedunculata, realizando uma abordagem conjunta através do estudo químico dos seus óleos essenciais e de análise micromorfológica das suas flores. Os óleos essenciais de várias amostras de ambas as espécies de Lavandula colhidas em anos consecutivos foram isolados por hidrodestilação, examinados por CGL, identificados por CGL/EM e sujeitos a análise aglomerativa usando o programa NTSYS. A morfologia e distribuição do indumento de estruturas florais de ambas as espécies foram analisados usando as técnicas de MEV e MOV. Para o estudo histoquímico das duas espécies, utilizaram-se testes destinados à identificação de determinados grupos químicos, observando-se os resultados em MOV. Observou-se ainda a autofluorescência e fluorescência induzida com reagente de NEU em MOF. Os óleos essenciais das amostras de L. luisieri e L. pedunculata foram obtidos num intervalo de rendimentos de v-1% e 2% (v/ p.f.). Os monoterpenos oxigenados foram detectados em maior percentagem tanto para L. luisieri (33-57%), como para L. pedunculata (90-98%). O conjunto de todos os óleos essenciais foram agrupados em três clusters (cluster I – L. pedunculata, clusters II e III – L. luisieri). O componente com maior percentagem relativa no cluster I foi a fenchona (62-70%), no cluster II o acetato de trans-α- necrodilo (4-20%) e no cluster III o 1,8-cineol (11-38%). Na caracterização micromorfológica das duas espécies verificou-se que apresentam vários tipos de tricomas não glandulares e glandulares, estes últimos distribuídos maioritariamente nas superfícies abaxiais de sépalas e brácteas férteis. Em L. pedunculata identificaram-se tricomas que não foram encontrados em L. luisieri e correspondem a tricomas capitados tipo III, mistos tipo I e tipo II, e ainda um tipo de tricoma peltado com pedúnculo grande que ainda não havia sido referenciado em termos bibliográficos. Do estudo histoquímico concluiu-se que os grupos de compostos existentes em L. luisieri e L. pedunculata foram: polissacáridos totais, pectinas, mucilagens, lípidos (totais, ácidos e neutros e ácidos gordos), terpenóides (óleos essenciais e ácidos resínicos e terpenóides com grupo carbonilo), fenóis e alcalóides. Em MOF foi ainda detectada a presença de flavonóides. A maioria destes compostos foi detectada nas cabeças glandulares dos vários tipos de tricomas.