Publicação

Terapias biológicas e a pandemia do século XXI

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Ao longo da história da humanidade diferentes episódios pandémicos tornaram- se episódio nefastos que levaram a uma mudança de paradigma das sociedades. Tiveram por base a disseminação de diferentes agentes patogénicos como foi o caso dos vírus da cólera, varíola e influenza, bem como, de bactérias como no caso da pandemia de peste bubónica. Provocaram milhares de mortes e alterações sociais e económicas. Dado o contínuo crescimento da população global e da evolução do modo de vida, estima-se que estes episódios pandémicos sejam mais frequentes no futuro. Exemplo desta realidade é a pandemia de COVID-19 que desde a identificação do primeiro caso de infeção por SARS-CoV-2 em Wuhan, na China em 2019 estima- se ter provocado 601 189 435 casos de infeções e mais de 6 475 346 mortes em todo o mundo. De forma a conter a pandemia as autoridades implementaram medidas de isolamento e prevenção, através de um enorme esforço de vacinação da população mundial. Estas estratégias foram resultado esforço conjunto entre investigadores, profissionais de saúde, organizações governamentais e da Indústria Farmacêutica que em tempo record desenvolveram e aprovaram diferentes vacinas contra o SARS-CoV- 2. Atualmente estão aprovadas 10 vacinas contra o SARS-CoV-2 pela Organização Mundial de Saúde. Dadas as constantes mutações deste vírus e consequente surgimento de novas variantes, mais recentemente da variante Ómicron, o esforço por desenvolver nas estratégias terapêuticas tem sido essencial para combater a pandemia COVID-19. As terapêuticas biológicas, nomeadamente os biofármacos demonstraram desde cedo um promissor potencial terapêutico, sendo que já se encontram no mercado diferentes opções terapêuticas biológicas como é o caso dos antivirais remdesivir e PF- 07321332 + Ritonavir, bem como, dos promissores anticorpos monoclonais como é o caso do tocilizumab, regdanvimab, sotovimab e das combinações casirivimab/imdevimab e tixagevimab/cilgavimab. Outros fármacos biológicos já em fase 2/3 de estudos clínicos têm demonstrado resultados promissores, prevendo no futuro um aumento do arsenal terapêutico contra esta a COVID-19.
Autores principais:Azougado, Jéssica Filipa Antunes
Assunto:Pandemia COVID-19 Biofármacos Antivirais Anticorpos monoclonais Vacinas Mestrado integrado - 2022
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Ao longo da história da humanidade diferentes episódios pandémicos tornaram- se episódio nefastos que levaram a uma mudança de paradigma das sociedades. Tiveram por base a disseminação de diferentes agentes patogénicos como foi o caso dos vírus da cólera, varíola e influenza, bem como, de bactérias como no caso da pandemia de peste bubónica. Provocaram milhares de mortes e alterações sociais e económicas. Dado o contínuo crescimento da população global e da evolução do modo de vida, estima-se que estes episódios pandémicos sejam mais frequentes no futuro. Exemplo desta realidade é a pandemia de COVID-19 que desde a identificação do primeiro caso de infeção por SARS-CoV-2 em Wuhan, na China em 2019 estima- se ter provocado 601 189 435 casos de infeções e mais de 6 475 346 mortes em todo o mundo. De forma a conter a pandemia as autoridades implementaram medidas de isolamento e prevenção, através de um enorme esforço de vacinação da população mundial. Estas estratégias foram resultado esforço conjunto entre investigadores, profissionais de saúde, organizações governamentais e da Indústria Farmacêutica que em tempo record desenvolveram e aprovaram diferentes vacinas contra o SARS-CoV- 2. Atualmente estão aprovadas 10 vacinas contra o SARS-CoV-2 pela Organização Mundial de Saúde. Dadas as constantes mutações deste vírus e consequente surgimento de novas variantes, mais recentemente da variante Ómicron, o esforço por desenvolver nas estratégias terapêuticas tem sido essencial para combater a pandemia COVID-19. As terapêuticas biológicas, nomeadamente os biofármacos demonstraram desde cedo um promissor potencial terapêutico, sendo que já se encontram no mercado diferentes opções terapêuticas biológicas como é o caso dos antivirais remdesivir e PF- 07321332 + Ritonavir, bem como, dos promissores anticorpos monoclonais como é o caso do tocilizumab, regdanvimab, sotovimab e das combinações casirivimab/imdevimab e tixagevimab/cilgavimab. Outros fármacos biológicos já em fase 2/3 de estudos clínicos têm demonstrado resultados promissores, prevendo no futuro um aumento do arsenal terapêutico contra esta a COVID-19.