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Desenhar a casa

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Resumo:Desde que o Homem precisou de se proteger contra os elementos naturais adversos que surgiu a necessidade de criar uma estrutura que fosse capaz de o abrigar – esta foi a primeira forma de casa, dado que supria apenas essa necessidade. Ora, essa função é ultrapassada quando essa estrutura artificial, no meio da natureza, começa a ser personalizada por quem a utiliza, sendo nesse momento que surge a CASA. Desde cedo que ela é factor de estabilidade e segurança, sendo por isso factor fulcral na identificação do Homem como pessoa. Assim sendo, se o Arquitecto for capaz de compreender a importância que este elemento tem para a vida de cada um, ser-lhe-á possível proceder ao desenho de projecto de uma forma mais consciente, de modo a que o utilizador final se identifique com ela e a passe a reconhecer como sua. O acto de DESENHAR A CASA, que toma em consideração os seus moradores e percebe o que é realmente necessário que nela exista para que o sentimento de apropriação e pertença se desenvolva, torna-se ainda mais importante quando se trata de uma situação de realojamento social, tendo em conta que acabará inevitavelmente por ter que haver uma mudança de lugar íntimo – a CASA. No Bairro do Barruncho é imperativa a necessidade de uma solução arquitectónica de habitação que solucione a situação de precariedade infraestrutural. Assim sendo, foi criada e desenvolvida uma relação próxima com os moradores, de modo a que estes identificassem as fragilidades – que devem ser corrigidas – e as potencialidades – que serão utilizadas como ponto de partida para uma integração social dos mesmos na sociedade – do próprio Bairro. Deste modo DESENHAR DA CASA acaba por implicar alguma reestruturação do Bairro, porque ele por si só é a CASA dos seus moradores.
Autores principais:Fernandes, Maria Margarida Coelho
Assunto:Espaço Lugar Limite Habitar Pessoas Comunidade Space Place Limit Dwell People Community
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Desde que o Homem precisou de se proteger contra os elementos naturais adversos que surgiu a necessidade de criar uma estrutura que fosse capaz de o abrigar – esta foi a primeira forma de casa, dado que supria apenas essa necessidade. Ora, essa função é ultrapassada quando essa estrutura artificial, no meio da natureza, começa a ser personalizada por quem a utiliza, sendo nesse momento que surge a CASA. Desde cedo que ela é factor de estabilidade e segurança, sendo por isso factor fulcral na identificação do Homem como pessoa. Assim sendo, se o Arquitecto for capaz de compreender a importância que este elemento tem para a vida de cada um, ser-lhe-á possível proceder ao desenho de projecto de uma forma mais consciente, de modo a que o utilizador final se identifique com ela e a passe a reconhecer como sua. O acto de DESENHAR A CASA, que toma em consideração os seus moradores e percebe o que é realmente necessário que nela exista para que o sentimento de apropriação e pertença se desenvolva, torna-se ainda mais importante quando se trata de uma situação de realojamento social, tendo em conta que acabará inevitavelmente por ter que haver uma mudança de lugar íntimo – a CASA. No Bairro do Barruncho é imperativa a necessidade de uma solução arquitectónica de habitação que solucione a situação de precariedade infraestrutural. Assim sendo, foi criada e desenvolvida uma relação próxima com os moradores, de modo a que estes identificassem as fragilidades – que devem ser corrigidas – e as potencialidades – que serão utilizadas como ponto de partida para uma integração social dos mesmos na sociedade – do próprio Bairro. Deste modo DESENHAR DA CASA acaba por implicar alguma reestruturação do Bairro, porque ele por si só é a CASA dos seus moradores.