Publicação
Dilatação cardíaca em cão e gato
| Resumo: | Na presente dissertação, foi feito o estudo de 46 casos clínicos de canídeos e felídeos recolhidos no local de estágio curricular, o Instituto Veterinário do Parque – Lisboa. Durante este estágio desenvolveram-se atividades nas áreas de Clínica e Cirurgia de animais de companhia, as quais serão brevemente descritas no início deste trabalho. Também será feita uma revisão bibliográfica sobre a fisiopatologia da insuficiência cardíaca, assim como, dos mecanismos compensatórios decorrentes da mesma. A área de Cardiologia é das especialidades de maior expressão no IVP, e permitiu assim, o acompanhamento de 180 consultas. Destas, 108 determinaram o diagnóstico de animais com insuficiência cardíaca, dos quais surgem 46 casos clínicos de dilatação cardíaca. O objetivo da presente dissertação é avaliar sob várias perspetivas todos os casos de insuficiência cardíaca em que há remodelação cardíaca. Para isso, estabeleceram-se quatro classes em função do grau de dilatação atrial esquerda, baseado num parâmetro cientificamente reconhecido como associado ao estadiamento da doença cardíaca (Coeficiente átrio esquerdo/aorta) e/ou na presença de sinais de dilatação ou hipertrofia de qualquer uma das quatro câmaras cardíacas (Classe I, “Não dilat ado”, Classe II, “Pouco dilatado”, Classe III, “Moderadamente dilatado” e Classe IV “Muito dilatado”). O método diagnóstico de eleição é o exame ecocardiográfico, o qual permite observar os sinais subjetivos de dilatação/hipertrofia cardíaca e por outro lado, determinar os parâmetros cardíacos fundamentais para este estudo, tais como: Coeficiente AE/Ao, distancia do septo ao ponto E (EPSS), fração de encurtamento sistólico (FES) e frequência cardíaca (FC), por serem os parâmetros que fornecem as principais informações que permitem a avaliação do trabalho cardíaco. Também foi feita a mesma análise para as medições do DVE, SIV e PLVE em sístole e em diástole. Por outro lado, a partir do acompanhamento das consultas de Cardiologia, foi possível fazer-se uma analise epidemiológica, levantamento de alguns dados clínicos associados, presença de sintomas, medicação cardíaca e exames complementares como eletrocardiograma (ECG), no caso de ter sido realizado. Após a realização do teste One-way ANOVA, relativamente aos nove parâmetros ecocardiográficos considerados, apenas num dos parâmetros se concluiu haverem diferenças estatisticamente significativas, na FC. As conclusões do Teste Tukey, que faz combinações múltiplas entres as classes, são que: existem diferenças significativas entre as classes: “Não dilatado” (Classe I) e “Muito dilatado” (Classe IV). |
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| Autores principais: | Nunes, Maria Margarida Marques |
| Assunto: | Canídeos felídeos dilatação cardíaca parâmetros ecocardiográficos cardiopatologias dogs cats cardiac dilatation echocardiographic parameters cardiopathologies |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Na presente dissertação, foi feito o estudo de 46 casos clínicos de canídeos e felídeos recolhidos no local de estágio curricular, o Instituto Veterinário do Parque – Lisboa. Durante este estágio desenvolveram-se atividades nas áreas de Clínica e Cirurgia de animais de companhia, as quais serão brevemente descritas no início deste trabalho. Também será feita uma revisão bibliográfica sobre a fisiopatologia da insuficiência cardíaca, assim como, dos mecanismos compensatórios decorrentes da mesma. A área de Cardiologia é das especialidades de maior expressão no IVP, e permitiu assim, o acompanhamento de 180 consultas. Destas, 108 determinaram o diagnóstico de animais com insuficiência cardíaca, dos quais surgem 46 casos clínicos de dilatação cardíaca. O objetivo da presente dissertação é avaliar sob várias perspetivas todos os casos de insuficiência cardíaca em que há remodelação cardíaca. Para isso, estabeleceram-se quatro classes em função do grau de dilatação atrial esquerda, baseado num parâmetro cientificamente reconhecido como associado ao estadiamento da doença cardíaca (Coeficiente átrio esquerdo/aorta) e/ou na presença de sinais de dilatação ou hipertrofia de qualquer uma das quatro câmaras cardíacas (Classe I, “Não dilat ado”, Classe II, “Pouco dilatado”, Classe III, “Moderadamente dilatado” e Classe IV “Muito dilatado”). O método diagnóstico de eleição é o exame ecocardiográfico, o qual permite observar os sinais subjetivos de dilatação/hipertrofia cardíaca e por outro lado, determinar os parâmetros cardíacos fundamentais para este estudo, tais como: Coeficiente AE/Ao, distancia do septo ao ponto E (EPSS), fração de encurtamento sistólico (FES) e frequência cardíaca (FC), por serem os parâmetros que fornecem as principais informações que permitem a avaliação do trabalho cardíaco. Também foi feita a mesma análise para as medições do DVE, SIV e PLVE em sístole e em diástole. Por outro lado, a partir do acompanhamento das consultas de Cardiologia, foi possível fazer-se uma analise epidemiológica, levantamento de alguns dados clínicos associados, presença de sintomas, medicação cardíaca e exames complementares como eletrocardiograma (ECG), no caso de ter sido realizado. Após a realização do teste One-way ANOVA, relativamente aos nove parâmetros ecocardiográficos considerados, apenas num dos parâmetros se concluiu haverem diferenças estatisticamente significativas, na FC. As conclusões do Teste Tukey, que faz combinações múltiplas entres as classes, são que: existem diferenças significativas entre as classes: “Não dilatado” (Classe I) e “Muito dilatado” (Classe IV). |
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