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Estado nutricional, competências culinárias e de aquisição de alimentos em indivíduos com deficiência visual

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A Deficiência Visual é classificada em leve, moderada, grave ou cegueira. Entre 1990 e 2020 a prevalência de cegueira diminuiu e a deficiência visual moderada a grave aumentou ligeiramente. Prevê-se em 2050 que o número de pessoas com cegueira ou deficiência visual moderada a grave aumente. A deficiência visual tem impacto no estado nutricional, presumivelmente devido a hábitos alimentares desequilibrados e à menor prática de atividade física. Muito embora esta deficiência pareça influenciar negativamente a capacidade de aquisição de alimentos e preparação de refeições, são escassos os estudos nesta temática. Foram nossos objetivos avaliar o estado nutricional, capacidade de aquisição de alimentos e competências culinárias em indivíduos com deficiência visual. Realizamos um estudo transversal numa amostra de indivíduos com Deficiência Visual com avaliação do estado nutricional, caracterização de hábitos alimentares e gestão da sua alimentação. Desenvolvemos um questionário de modo a avaliar a capacidade de aquisição de alimentos e competências culinárias. Recolheram-se ainda dados sociodemográficos, clínicos relacionados com a deficiência visual, prática de atividade física, antropométricos e ingestão dietética. Resultados: No total foram incluídos 50 adultos, com média idade de 46 anos. Verificou-se uma elevada prevalência de excesso de peso (66%) e o perímetro da cintura e razão cintura-estatura indicou um elevado risco cardiovascular (64%) e de obesidade abdominal (74%). A ingestão dietética foi desequilibrada e foram relatadas diversas dificuldades na aquisição de alimentos e preparação de refeições. Discussão/conclusão: A ingestão dietética desequilibrada de macronutrientes e o elevado número de participantes sedentários pode explicar a elevada prevalência de excesso ponderal e as alterações encontradas nos restantes parâmetros de composição corporal. Apesar da deficiência visual, várias estratégias são adotadas por estes indivíduos de modo a ultrapassar as diversas dificuldades com que lidam. Os resultados demonstraram que a deficiência visual tem impacto no estado nutricional. Palavras-chave: deficiência visual; estado nutricional; ingestão dietética; aquisição de alimentos; competências culinárias.
Autores principais:Monzelo, Paula Sofia Centúrio Sol
Assunto:Deficiência visual Estado nutricional Ingestão dietética Competências culinárias Aquisição de alimentos Teses de mestrado - 2022
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A Deficiência Visual é classificada em leve, moderada, grave ou cegueira. Entre 1990 e 2020 a prevalência de cegueira diminuiu e a deficiência visual moderada a grave aumentou ligeiramente. Prevê-se em 2050 que o número de pessoas com cegueira ou deficiência visual moderada a grave aumente. A deficiência visual tem impacto no estado nutricional, presumivelmente devido a hábitos alimentares desequilibrados e à menor prática de atividade física. Muito embora esta deficiência pareça influenciar negativamente a capacidade de aquisição de alimentos e preparação de refeições, são escassos os estudos nesta temática. Foram nossos objetivos avaliar o estado nutricional, capacidade de aquisição de alimentos e competências culinárias em indivíduos com deficiência visual. Realizamos um estudo transversal numa amostra de indivíduos com Deficiência Visual com avaliação do estado nutricional, caracterização de hábitos alimentares e gestão da sua alimentação. Desenvolvemos um questionário de modo a avaliar a capacidade de aquisição de alimentos e competências culinárias. Recolheram-se ainda dados sociodemográficos, clínicos relacionados com a deficiência visual, prática de atividade física, antropométricos e ingestão dietética. Resultados: No total foram incluídos 50 adultos, com média idade de 46 anos. Verificou-se uma elevada prevalência de excesso de peso (66%) e o perímetro da cintura e razão cintura-estatura indicou um elevado risco cardiovascular (64%) e de obesidade abdominal (74%). A ingestão dietética foi desequilibrada e foram relatadas diversas dificuldades na aquisição de alimentos e preparação de refeições. Discussão/conclusão: A ingestão dietética desequilibrada de macronutrientes e o elevado número de participantes sedentários pode explicar a elevada prevalência de excesso ponderal e as alterações encontradas nos restantes parâmetros de composição corporal. Apesar da deficiência visual, várias estratégias são adotadas por estes indivíduos de modo a ultrapassar as diversas dificuldades com que lidam. Os resultados demonstraram que a deficiência visual tem impacto no estado nutricional. Palavras-chave: deficiência visual; estado nutricional; ingestão dietética; aquisição de alimentos; competências culinárias.