Publicação
A relevância da comunicação em situações de crise e pós-crise junto das comunidades locais em desastres ambientais com origem industrial. Os casos dos rompimentos de barragens em Mariana (2015) e Brumadinho (2019) no Brasil.
| Resumo: | Esta tese de doutoramento investiga a relevância da comunicação em situações de crises e nos pós-crises junto das comunidades locais, em desastres ambientais não naturais, com origem industrial. Através de uma abordagem metodológica mista (qualitativa e quantitativa), com estudo de caso múltiplo, relacionados aos maiores desastres industriais registrados no Brasil, a partir dos rompimentos das barragens de rejeitos de minério em Mariana (2015) e Brumadinho (2019) e que provocaram enormes danos ambientais, sociais e econômicos e cerca de 300 mortes. Por meio das análises de discurso e de conteúdo foram categorizadas mais de seis mil publicações feitas pelas organizações envolvidas nos referidos desastres (Samarco, Vale, Fundação Renova, Semad e ANM) nos websites, redes sociais online e nos órgãos tradicionais de comunicação próprios (rádio e jornais impressos), entre novembro de 2015 e abril de 2021, além de seus enquadramentos nas estratégias de respostas às crises e no discurso da renovação, no pós-crises. Esta tese se distingue da maioria das investigações em comunicação de crise ao dar voz à população, por meio da aplicação de 1.741 inquéritos por questionário aos moradores de dez dos municípios impactados pelos desastres. Concluiu-se pelo protagonismo da dependência econômica das comunidades envolvidas no apoio às mineradoras; baixa relevância da comunicação das organizações com as comunidades locais; elevado nível de desconfiança por parte dos inquiridos com relação às informações disseminadas pelas indústrias; e, a incidência do efeito halo, a reputação anterior às crises, na desresponsabilização das organizações apontadas como culpadas pelos desastres. A investigação expressa, entre os contributos, a necessidade de as organizações realizarem auditorias em seus investimentos e ações de comunicação para a elaboração de estratégias e planos de comunicação que lhes permitam superar os momentos de turbulência das crises, aprender com elas e projetar suas ações para o futuro. |
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| Autores principais: | Teixeira, Clésio Admar |
| Assunto: | Comunicação de crise e pós-crise Estratégias de respostas Comunidades locais Comunicação Estratégica Mariana (2015) Brumadinho (2019) |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Esta tese de doutoramento investiga a relevância da comunicação em situações de crises e nos pós-crises junto das comunidades locais, em desastres ambientais não naturais, com origem industrial. Através de uma abordagem metodológica mista (qualitativa e quantitativa), com estudo de caso múltiplo, relacionados aos maiores desastres industriais registrados no Brasil, a partir dos rompimentos das barragens de rejeitos de minério em Mariana (2015) e Brumadinho (2019) e que provocaram enormes danos ambientais, sociais e econômicos e cerca de 300 mortes. Por meio das análises de discurso e de conteúdo foram categorizadas mais de seis mil publicações feitas pelas organizações envolvidas nos referidos desastres (Samarco, Vale, Fundação Renova, Semad e ANM) nos websites, redes sociais online e nos órgãos tradicionais de comunicação próprios (rádio e jornais impressos), entre novembro de 2015 e abril de 2021, além de seus enquadramentos nas estratégias de respostas às crises e no discurso da renovação, no pós-crises. Esta tese se distingue da maioria das investigações em comunicação de crise ao dar voz à população, por meio da aplicação de 1.741 inquéritos por questionário aos moradores de dez dos municípios impactados pelos desastres. Concluiu-se pelo protagonismo da dependência econômica das comunidades envolvidas no apoio às mineradoras; baixa relevância da comunicação das organizações com as comunidades locais; elevado nível de desconfiança por parte dos inquiridos com relação às informações disseminadas pelas indústrias; e, a incidência do efeito halo, a reputação anterior às crises, na desresponsabilização das organizações apontadas como culpadas pelos desastres. A investigação expressa, entre os contributos, a necessidade de as organizações realizarem auditorias em seus investimentos e ações de comunicação para a elaboração de estratégias e planos de comunicação que lhes permitam superar os momentos de turbulência das crises, aprender com elas e projetar suas ações para o futuro. |
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