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Estudo qualitativo sobre a experiência de dinamizadores de grupos de pais com o programa Act Raising Kids Safely

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os estudos têm demonstrado que os programas de promoção da parentalidade positiva têm um impacto positivo na saúde mental e desenvolvimento da criança. Embora existam evidências da sua eficácia, estes não chegam a muitos pais que poderiam beneficiar deles. Assim, é essencial estudar os fatores associados a este fenómeno, sendo importante conhecer a perspetiva dos profissionais envolvidos na implementação dos programas. Este estudo procurou compreender a perspetiva dos dinamizadores acerca do programa ACT-Raising Safe Kids. Este é um programa universal e breve (8 sessões semanais), administrado em grupo, dirigindo-se a cuidadores de crianças dos 0-8 anos. Os seus principais objetivos são a aprendizagem de competências socioemocionais/práticas parentais positivas e a redução de práticas parentais negativas. Efetuaram-se entrevistas semiestruturadas, individuais e presenciais a 8 dinamizadores (7 mulheres) após a implementação. Recorreu-se à análise de conteúdo e a procedimentos de estatística descritiva para analisar os dados obtidos. Os resultados mostraram que os dinamizadores se revelaram satisfeitos com o treino e a supervisão disponível. Revelaram a existência de facilitadores e barreiras à implementação do programa ACT. Os dinamizadores valorizaram o processo de implementação, enfatizando as atividades experienciais, e a relevância dos conteúdos abordados. As principais barreiras à implementação e fidelidade foram as dificuldades de gestão de tempo das sessões. Foram identificadas mudanças parentais, sobretudo na autorregulação emocional, e familiares. Relativamente à adesão e ao envolvimento parental, os principais facilitadores foram a motivação para a mudança e fatores pessoais/profissionais dos pais e a barreira mais relevante foi a conciliação do programa com as rotinas dos pais. Os dinamizadores manifestaram a intenção de disseminar e continuar a implementar o programa, mas identificaram a excessiva frequência das sessões como um obstáculo a superar. Este estudo representa um contributo adicional para a compreensão dos facilitadores e obstáculos da implementação, impacto e disseminação de programas de intervenção parental.
Autores principais:Ferreira, Ana Vitória de Alves
Assunto:Investigação qualitativa Dinamizadores Programas de intervenção Teses de mestrado - 2019
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os estudos têm demonstrado que os programas de promoção da parentalidade positiva têm um impacto positivo na saúde mental e desenvolvimento da criança. Embora existam evidências da sua eficácia, estes não chegam a muitos pais que poderiam beneficiar deles. Assim, é essencial estudar os fatores associados a este fenómeno, sendo importante conhecer a perspetiva dos profissionais envolvidos na implementação dos programas. Este estudo procurou compreender a perspetiva dos dinamizadores acerca do programa ACT-Raising Safe Kids. Este é um programa universal e breve (8 sessões semanais), administrado em grupo, dirigindo-se a cuidadores de crianças dos 0-8 anos. Os seus principais objetivos são a aprendizagem de competências socioemocionais/práticas parentais positivas e a redução de práticas parentais negativas. Efetuaram-se entrevistas semiestruturadas, individuais e presenciais a 8 dinamizadores (7 mulheres) após a implementação. Recorreu-se à análise de conteúdo e a procedimentos de estatística descritiva para analisar os dados obtidos. Os resultados mostraram que os dinamizadores se revelaram satisfeitos com o treino e a supervisão disponível. Revelaram a existência de facilitadores e barreiras à implementação do programa ACT. Os dinamizadores valorizaram o processo de implementação, enfatizando as atividades experienciais, e a relevância dos conteúdos abordados. As principais barreiras à implementação e fidelidade foram as dificuldades de gestão de tempo das sessões. Foram identificadas mudanças parentais, sobretudo na autorregulação emocional, e familiares. Relativamente à adesão e ao envolvimento parental, os principais facilitadores foram a motivação para a mudança e fatores pessoais/profissionais dos pais e a barreira mais relevante foi a conciliação do programa com as rotinas dos pais. Os dinamizadores manifestaram a intenção de disseminar e continuar a implementar o programa, mas identificaram a excessiva frequência das sessões como um obstáculo a superar. Este estudo representa um contributo adicional para a compreensão dos facilitadores e obstáculos da implementação, impacto e disseminação de programas de intervenção parental.