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Patologia ORL em desportos aquáticos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os deportos aquáticos são praticados um pouco por todo o mundo e Portugal não é exceção, não fora a sua extensa costa uma alavanca adicional para essa prática. Estão descritas patologias no âmbito da otorrinolaringologia, intrinsecamente relacionadas com este tipo de desportos. As otites externas, otomicose, rinite e sinusite, apresentam uma incidência aumentada nas atividades aquáticas, pelo contacto com a água e seus patogéneos. O caso particular do surf, em que a água e o vento podem assumir um carácter de maior agressividade, apresenta uma incidência aumentada de exostoses. Desportos de contacto, como o pólo aquático, pelo risco acrescido de trauma no ouvido, apresentam prevalência aumentada de hematoma auricular e perfuração traumática da membrana do tímpano. Por fim, no mergulho, as lesões estão frequentemente relacionadas com a pressão, apresentando, por isso, uma elevada incidência de barotrauma e baroparésia facial. Importa, assim, analisar estas patologias, com vista à sua adequada compreensão por parte dos médicos de clínica geral ou em ambiente de urgência, de forma a conseguirem diagnosticá-las correta e rapidamente, com vista ao melhor prognóstico. As técnicas de prevenção, bem assim como a identificação precoce destas problemáticas, são importantes e devem ser ensinadas aos praticantes de deportos aquáticos, treinadores e escolas.
Autores principais:Silva, Rita Rolo Fermoselle da
Assunto:Otite externa Otomicose Exostose Hematoma auricular Perfuração traumática da membrana do tímpano Otorrinolaringologia
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os deportos aquáticos são praticados um pouco por todo o mundo e Portugal não é exceção, não fora a sua extensa costa uma alavanca adicional para essa prática. Estão descritas patologias no âmbito da otorrinolaringologia, intrinsecamente relacionadas com este tipo de desportos. As otites externas, otomicose, rinite e sinusite, apresentam uma incidência aumentada nas atividades aquáticas, pelo contacto com a água e seus patogéneos. O caso particular do surf, em que a água e o vento podem assumir um carácter de maior agressividade, apresenta uma incidência aumentada de exostoses. Desportos de contacto, como o pólo aquático, pelo risco acrescido de trauma no ouvido, apresentam prevalência aumentada de hematoma auricular e perfuração traumática da membrana do tímpano. Por fim, no mergulho, as lesões estão frequentemente relacionadas com a pressão, apresentando, por isso, uma elevada incidência de barotrauma e baroparésia facial. Importa, assim, analisar estas patologias, com vista à sua adequada compreensão por parte dos médicos de clínica geral ou em ambiente de urgência, de forma a conseguirem diagnosticá-las correta e rapidamente, com vista ao melhor prognóstico. As técnicas de prevenção, bem assim como a identificação precoce destas problemáticas, são importantes e devem ser ensinadas aos praticantes de deportos aquáticos, treinadores e escolas.