Publicação
Dificuldades na resolução de equações de 2º grau dos alunos do 8º ano
| Resumo: | Este estudo surge da vontade de compreender como os alunos do 8.º ano aprendem as equações de 2.º grau. Nomeadamente, no âmbito do tópico “Equações de 2.º grau a uma incógnita”, da unidade “Equações” e foi desenvolvido ao longo de seis aulas de uma turma de 8.º ano da Escola Secundária Padre Alberto Neto. Desta forma, tem como objetivo compreender as principais dificuldades que os alunos manifestam na resolução de equações de 2.º grau do 8.º ano. Procurei, por isso, compreender quais os significados que os alunos do 8.º ano atribuem à solução de uma equação de 2.º grau, como procedem para resolver uma equação deste tipo e qual o tipo de dificuldades que manifestam. Baseando-se na lecionação das aulas, a investigação que realizei para este estudo segue uma metodologia qualitativa. Os principais instrumentos utilizados na recolha de dados foram a observação de aulas e a análise documental, em particular das produções escritas dos alunos. As aulas e as tarefas realizadas com os alunos tiveram uma abordagem exploratória e os alunos foram avaliados continuamente através da observação e questionamento dos alunos em aula, e da análise das suas produções escritas em aula e testes de avaliação. A análise dos dados recolhidos evidencia que os alunos têm dificuldade em compreender o significado de solução de uma equação, desenvolvendo entendimentos erróneos sobre esse significado, e em compreender que uma equação do 2.º grau pode ter até duas soluções. Há também evidência para afirmar que os alunos compreendem de diferentes formas o processo de resolução de uma equação de 2.º grau do tipo das que são estudadas no 8.º ano, mostrando dificuldades ao nível da manipulação algébrica — por exemplo, na utilização dos parênteses, na prioridade das operações, aplicação dos princípios de equivalência— este ano acrescidas na presença dos casos notáveis da multiplicação e da lei do anulamento do produto. |
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| Autores principais: | Martins, Helena Sofia Sousa Garcez, 1987- |
| Assunto: | Álgebra Equações Dificuldades escolares Resolução de problemas Relatórios da prática de ensino supervisionada - 2014 |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este estudo surge da vontade de compreender como os alunos do 8.º ano aprendem as equações de 2.º grau. Nomeadamente, no âmbito do tópico “Equações de 2.º grau a uma incógnita”, da unidade “Equações” e foi desenvolvido ao longo de seis aulas de uma turma de 8.º ano da Escola Secundária Padre Alberto Neto. Desta forma, tem como objetivo compreender as principais dificuldades que os alunos manifestam na resolução de equações de 2.º grau do 8.º ano. Procurei, por isso, compreender quais os significados que os alunos do 8.º ano atribuem à solução de uma equação de 2.º grau, como procedem para resolver uma equação deste tipo e qual o tipo de dificuldades que manifestam. Baseando-se na lecionação das aulas, a investigação que realizei para este estudo segue uma metodologia qualitativa. Os principais instrumentos utilizados na recolha de dados foram a observação de aulas e a análise documental, em particular das produções escritas dos alunos. As aulas e as tarefas realizadas com os alunos tiveram uma abordagem exploratória e os alunos foram avaliados continuamente através da observação e questionamento dos alunos em aula, e da análise das suas produções escritas em aula e testes de avaliação. A análise dos dados recolhidos evidencia que os alunos têm dificuldade em compreender o significado de solução de uma equação, desenvolvendo entendimentos erróneos sobre esse significado, e em compreender que uma equação do 2.º grau pode ter até duas soluções. Há também evidência para afirmar que os alunos compreendem de diferentes formas o processo de resolução de uma equação de 2.º grau do tipo das que são estudadas no 8.º ano, mostrando dificuldades ao nível da manipulação algébrica — por exemplo, na utilização dos parênteses, na prioridade das operações, aplicação dos princípios de equivalência— este ano acrescidas na presença dos casos notáveis da multiplicação e da lei do anulamento do produto. |
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