Publicação
Os pais enquanto contextos de socialização : transmissão transgeracional de afeto e rejeição
| Resumo: | A presente investigação explora uma possível transmissão transgeracional de parentalidade, especificamente de Afeto e Rejeição, e o papel da capacidade de regulação emocional na mesma. Aplicaram-se versões portuguesas dos questionários Parents as Social Context Questionnaire (PSCQ; Sá, Vaz–Velho & Almeida, 2021) e Difficulties in Emotion Regulation Scale (DERS; Fernandes, Pinheiro & Sá, 2019). Participaram no estudo 23 pais (sexo masculino) e 532 mães com idades entre os 22 anos e os 56 anos, com pelo menos um filho entre os 5 e os 12 anos. O estudo procurou também averiguar a consistência interna da versão portuguesa do PSCQ, utilizada pela primeira vez nesta investigação. A partir dos resultados, verificou-se que a versão portuguesa do questionário PSCQ tem uma boa consistência interna. No que toca a uma possível transmissão transgeracional de Afeto e Rejeição, foram encontradas correlações fracas, mas significativas, implicando que existem outros fatores, para além do modo como foram tratados pelos seus pais, na determinação da forma como exercem a parentalidade. Relativamente ao papel da regulação emocional, percebeu-se que esta é mais relevante na forma como os pais exercem a parentalidade em comparação com a relação que a perceção de como os pais foram tratados pelos seus próprios pais tem na sua regulação emocional. Mais especificamente, a regulação emocional dos pais explica 19.6% da forma como estes pais expressam afeto aos filhos e explica 24.1% da forma como os pais expressam rejeição. A regulação emocional dos pais é um fator que influencia os estilos parentais, no entanto, não é o único fator. Outras conclusões encontradas foram que os pais que consideram ter 100% da responsabilidade no que toca aos cuidados e à educação dos filhos reportam maior expressão de afeto para com os filhos comparativamente ao grupo de pais que considera assumir menor percentagem da responsabilidade. Além disso, os grupos de pais que reportaram coabitar uma percentagem maior do tempo com os filhos reportaram também expressar significativamente mais afeto e menor rejeição para com os filhos comparativamente aos pais que reportaram coabitar uma menor percentagem do tempo com os filhos. |
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| Autores principais: | Henriques, Joana Bolsa Madeira |
| Assunto: | Parentalidade Afectos Regulação emocional Práticas parentais Dissertações de mestrado - 2021 |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A presente investigação explora uma possível transmissão transgeracional de parentalidade, especificamente de Afeto e Rejeição, e o papel da capacidade de regulação emocional na mesma. Aplicaram-se versões portuguesas dos questionários Parents as Social Context Questionnaire (PSCQ; Sá, Vaz–Velho & Almeida, 2021) e Difficulties in Emotion Regulation Scale (DERS; Fernandes, Pinheiro & Sá, 2019). Participaram no estudo 23 pais (sexo masculino) e 532 mães com idades entre os 22 anos e os 56 anos, com pelo menos um filho entre os 5 e os 12 anos. O estudo procurou também averiguar a consistência interna da versão portuguesa do PSCQ, utilizada pela primeira vez nesta investigação. A partir dos resultados, verificou-se que a versão portuguesa do questionário PSCQ tem uma boa consistência interna. No que toca a uma possível transmissão transgeracional de Afeto e Rejeição, foram encontradas correlações fracas, mas significativas, implicando que existem outros fatores, para além do modo como foram tratados pelos seus pais, na determinação da forma como exercem a parentalidade. Relativamente ao papel da regulação emocional, percebeu-se que esta é mais relevante na forma como os pais exercem a parentalidade em comparação com a relação que a perceção de como os pais foram tratados pelos seus próprios pais tem na sua regulação emocional. Mais especificamente, a regulação emocional dos pais explica 19.6% da forma como estes pais expressam afeto aos filhos e explica 24.1% da forma como os pais expressam rejeição. A regulação emocional dos pais é um fator que influencia os estilos parentais, no entanto, não é o único fator. Outras conclusões encontradas foram que os pais que consideram ter 100% da responsabilidade no que toca aos cuidados e à educação dos filhos reportam maior expressão de afeto para com os filhos comparativamente ao grupo de pais que considera assumir menor percentagem da responsabilidade. Além disso, os grupos de pais que reportaram coabitar uma percentagem maior do tempo com os filhos reportaram também expressar significativamente mais afeto e menor rejeição para com os filhos comparativamente aos pais que reportaram coabitar uma menor percentagem do tempo com os filhos. |
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