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Estudo retrospectivo sobre a alteração do ângulo do plateau tibial durante a cicatrização óssea da TPLO em cães e execução prática da técnica de TPLO em cadáveres de cão

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo avaliou a relação entre a alteração do ângulo do plateau tibial durante a cicatrização óssea e (a) o ângulo do plateau tibial (APT) pré-operatório, (b) o APT atingido no pós-operatório imediato e (c) a carga articular exercida pelo peso do paciente, em cães submetidos à Osteotomia de Nivelamento do Plateau Tibial (TPLO). Os APT foram avaliados em 32 casos e as medidas foram feitas, com auxílio de programas computacionais, através de radiografias digitais médio-laterais da tíbia. Cada um dos três observadores realizaram três medidas do APT, para cada caso, em cada momento estudado. Os dados obtidos foram analisados estatisticamente para assim avaliar a correlação entre eles bem como eliminar as possíveis interferênicas intra e interobervador. Como estudo complementar e com o objetivo de entender as dificuldades práticas da técnica de TPLO, 18 TPLOs foram executadas em cadáveres de cão. Para cada animal foram feitas radiográficas medio-laterais pré e pós operatórias para fazer o planeamento cirúrgico e avaliar os resultados finais, respetivamente. Os resultados deste estudo demonstraram que a alteração do ângulo do plateau tibial durante a cicatrização óssea, apesar de presente, não foi determinado pelos APTs pré-operatório e pós-operatório imediato bem como pelo peso do paciente, o que nos leva a concluir que a intensidade da alteração do ângulo do plateau tibial durante a cicatrização óssea não é determinada pela inclinação prévia do plateau tibial, por uma maior ou menor rotação do plateau tibial pela TPLO e que a carga exercida pelo peso do paciente sobre o joelho, após estabilização rígida por TPLO, não determina o comprometimento da rotação do plateau tibial e da estabilidade articular. A formação prática é de suma importância para a familiarização com a técnica cirúrgica e com o manuseio da serra oscilatória, antes da realização do procedimento “in vivo”.
Autores principais:Souza, Érica Siqueira de
Assunto:Cão Tíbia Fémur Cirurgia Ligamento dog tibia femur surgery ligament
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo avaliou a relação entre a alteração do ângulo do plateau tibial durante a cicatrização óssea e (a) o ângulo do plateau tibial (APT) pré-operatório, (b) o APT atingido no pós-operatório imediato e (c) a carga articular exercida pelo peso do paciente, em cães submetidos à Osteotomia de Nivelamento do Plateau Tibial (TPLO). Os APT foram avaliados em 32 casos e as medidas foram feitas, com auxílio de programas computacionais, através de radiografias digitais médio-laterais da tíbia. Cada um dos três observadores realizaram três medidas do APT, para cada caso, em cada momento estudado. Os dados obtidos foram analisados estatisticamente para assim avaliar a correlação entre eles bem como eliminar as possíveis interferênicas intra e interobervador. Como estudo complementar e com o objetivo de entender as dificuldades práticas da técnica de TPLO, 18 TPLOs foram executadas em cadáveres de cão. Para cada animal foram feitas radiográficas medio-laterais pré e pós operatórias para fazer o planeamento cirúrgico e avaliar os resultados finais, respetivamente. Os resultados deste estudo demonstraram que a alteração do ângulo do plateau tibial durante a cicatrização óssea, apesar de presente, não foi determinado pelos APTs pré-operatório e pós-operatório imediato bem como pelo peso do paciente, o que nos leva a concluir que a intensidade da alteração do ângulo do plateau tibial durante a cicatrização óssea não é determinada pela inclinação prévia do plateau tibial, por uma maior ou menor rotação do plateau tibial pela TPLO e que a carga exercida pelo peso do paciente sobre o joelho, após estabilização rígida por TPLO, não determina o comprometimento da rotação do plateau tibial e da estabilidade articular. A formação prática é de suma importância para a familiarização com a técnica cirúrgica e com o manuseio da serra oscilatória, antes da realização do procedimento “in vivo”.