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Obesidade infantil : pais e percepção da imagem corporal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A obesidade infantil é um importante problema de saúde pública estimando-se que 50% da população mundial será obesa em 2025 se não forem adoptadas medidas concretas (1). A prevalência do excesso de peso e obesidade em Portugal é elevada (2). No que diz respeito ao impacto económico, estima-se que os custos com a obesidade representem 8% do orçamento total de saúde da Europa (3). Prevenir a obesidade é mais importante do que tratá-la. A incapacidade dos pais percepcionarem e reconhecerem o excesso de peso dos seus filhos como algo a ser alterado é uma das razões para o aumento da obesidade infantil (4) (5) (6). O presente estudo tem como objectivo aferir a capacidade dos pais percepcionarem correctamente a imagem corporal “real” e “ideal” dos seus filhos e perceber o potencial efeito dessa percepção. Foi constituída uma amostra de 200 crianças/adolescentes com idade compreendidas entre os 7 e os 17 anos de idade e respectivos pais. Destes, 126 tinham peso normal, 45 excesso de peso, 20 eram obesos e 9 tinham baixo peso. O instrumento utilizado para avaliação da capacidade de percepção da imagem corporal “real” e “ideal” foi o Questionário de Silhuetas de Collins. A percepção pelos pais da imagem corporal “ideal” é adequada e igual à das crianças/adolescentes e não varia em função do peso ou género. No que diz respeito à escolha da silhueta representativa da imagem corporal “real”, os pais optaram maioritariamente por uma silhueta inferior à escolhida pelos filhos e tendencialmente, percepcionam uma imagem corporal “real” correspondente a um IMC mais baixo. Quando percepcionam a imagem característica de excesso de peso, verifica-se que, a percepção não condiciona de forma efectiva o desejo de mudança em cerca de 90% dos pais de filhos com peso normal e 40% dos pais do grupo de excesso de peso.
Autores principais:Sá, Ricardo Marques de
Assunto:Obesidade infantil Percepção da imagem Pais Pediatria
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A obesidade infantil é um importante problema de saúde pública estimando-se que 50% da população mundial será obesa em 2025 se não forem adoptadas medidas concretas (1). A prevalência do excesso de peso e obesidade em Portugal é elevada (2). No que diz respeito ao impacto económico, estima-se que os custos com a obesidade representem 8% do orçamento total de saúde da Europa (3). Prevenir a obesidade é mais importante do que tratá-la. A incapacidade dos pais percepcionarem e reconhecerem o excesso de peso dos seus filhos como algo a ser alterado é uma das razões para o aumento da obesidade infantil (4) (5) (6). O presente estudo tem como objectivo aferir a capacidade dos pais percepcionarem correctamente a imagem corporal “real” e “ideal” dos seus filhos e perceber o potencial efeito dessa percepção. Foi constituída uma amostra de 200 crianças/adolescentes com idade compreendidas entre os 7 e os 17 anos de idade e respectivos pais. Destes, 126 tinham peso normal, 45 excesso de peso, 20 eram obesos e 9 tinham baixo peso. O instrumento utilizado para avaliação da capacidade de percepção da imagem corporal “real” e “ideal” foi o Questionário de Silhuetas de Collins. A percepção pelos pais da imagem corporal “ideal” é adequada e igual à das crianças/adolescentes e não varia em função do peso ou género. No que diz respeito à escolha da silhueta representativa da imagem corporal “real”, os pais optaram maioritariamente por uma silhueta inferior à escolhida pelos filhos e tendencialmente, percepcionam uma imagem corporal “real” correspondente a um IMC mais baixo. Quando percepcionam a imagem característica de excesso de peso, verifica-se que, a percepção não condiciona de forma efectiva o desejo de mudança em cerca de 90% dos pais de filhos com peso normal e 40% dos pais do grupo de excesso de peso.