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Determinantes do investimento estrangeiro uma aplicação empírica ao caso português

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Com base no referencial de Dunning (2002) identifica-se uma tipologia de determinantes políticos, económicos e contextuais do IDE, que serve de base à elaboração de uma aplicação empírica sobre os determinantes económicos do IDE em Portugal no período 1980 - 2001. Através da aplicação de técnicas econométricas que permitem distinguir entre relações de equilíbrio de longo prazo e relações de curto prazo (Cointegração e Modelo de Correcção de Erros), verifica-se a existência de uma relação de equilíbrio de longo prazo entre o IDE, o potencial de recursos humanos qualificados e o investimento em I&D e, numa lógica de curto prazo, entre o IDE, o grau de abertura da economia ao exterior e os custos unitários do factor trabalho. Contrapondo estes resultados a recentes estudos sobre as características do IDE em Portugal, constata-se que, apesar de estatisticamente se demonstrar uma relação de equilíbrio de longo prazo com os determinantes denominados emergentes (recursos humanos qualificados e capacidade de inovação), a produção das EMN em Portugal ainda se caracteriza, de um modo geral, por bens pouco qualificados, onde a importância desses determinantes é reduzida. No fundo, a referida dinâmica de longo prazo ainda não terá provocado os efeitos esperados no tipo de produção das EMN em Portugal,
Autores principais:Fernandes, Marco Paulo Monsanto Biscaia
Assunto:Teorias do Investimento Estrangeiro Determinantes Económicos do IDE Cointegração e Modelo de Correcção de Erros Foreign Investment Theories FDI Economical Determinants Cointegration and Error Correction Mechanism
Ano:2003
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Com base no referencial de Dunning (2002) identifica-se uma tipologia de determinantes políticos, económicos e contextuais do IDE, que serve de base à elaboração de uma aplicação empírica sobre os determinantes económicos do IDE em Portugal no período 1980 - 2001. Através da aplicação de técnicas econométricas que permitem distinguir entre relações de equilíbrio de longo prazo e relações de curto prazo (Cointegração e Modelo de Correcção de Erros), verifica-se a existência de uma relação de equilíbrio de longo prazo entre o IDE, o potencial de recursos humanos qualificados e o investimento em I&D e, numa lógica de curto prazo, entre o IDE, o grau de abertura da economia ao exterior e os custos unitários do factor trabalho. Contrapondo estes resultados a recentes estudos sobre as características do IDE em Portugal, constata-se que, apesar de estatisticamente se demonstrar uma relação de equilíbrio de longo prazo com os determinantes denominados emergentes (recursos humanos qualificados e capacidade de inovação), a produção das EMN em Portugal ainda se caracteriza, de um modo geral, por bens pouco qualificados, onde a importância desses determinantes é reduzida. No fundo, a referida dinâmica de longo prazo ainda não terá provocado os efeitos esperados no tipo de produção das EMN em Portugal,