Publicação
Plantas e produtos de origem vegetal no tratamento da doença de Parkinson
| Resumo: | A doença de Parkinson (DP) foi descrita pela primeira vez por James Parkinson em 1817.Desde a descoberta da dopamina como neurotransmissor na década de 1950, a pesquisa sobre a DP gerou um corpo rico e complexo de conhecimento, revelando que a DP é uma doença multifatorial relacionada à idade, influenciada por fatores genéticos e ambientais. A prevalência da DP é cerca de 1% em pessoas com mais de 65 anos. Normalmente começa entre os 40 e 70 anos e é muito raro abaixo dos 20. Se a DP começar antes dos 20 anos, é considerada como DP de início jovem e tem uma patologia diferente de outros tipos de DP, muito provável de ser hereditária ou devido à doença de Wilson ou doença de Huntington. A DP é mais prevalente em homens do que em mulheres em uma proporção de 3: 2 (Postuma et al. 2015 ). A DP é uma doença neurodegenerativa, crónica e progressiva associada a um défice da função motora. Esta doença caracteriza-se por rigidez muscular, tremor em repouso, bradicinésia, instabilidade postural e, nalguns casos, perturbações psiquiátricas e cognitivas. A maioria dos casos de DP não tem causa definida (doença de Parkinson idiopática). No entanto estudos mais recentes têm demonstrado, que numa mesma família a probabilidade de surgir a doença de Parkinson duplica ou triplica de uma geração para a seguinte ou que esta pode ocorrer através da predisposição genética de alguns indivíduos ao serem expostos a determinados agentes (neurotoxinas, fármacos, vírus) e ainda por acidente vascular cerebral. Dado que a doença de Parkinson atualmente não tem cura, os objetivos do tratamento passam por controlar os sintomas da patologia. No que diz respeito ao tratamento farmacológico este passa sobretudo pelo recurso a fármacos classificados como agonistas da dopamina, inibidores da MAO B, agentes anticolinérgicos, inibidores da COMT, amantadina e, por último, a levodopa, sendo esta a terapêutica farmacológica de destaque nesta patologia. No que diz respeito ao tratamento e/ou prevenção desta patologia com recurso à fitoterapia (produtos naturais à base de plantas, extratos) há autores que têm descrito a utilidade de recorrer a esta alternativa com o fim de complementar com a terapêutica farmacológica geralmente utilizada nesta patologia. No trabalho proposto irá ser feita uma revisão sobre as plantas medicinais usadas na doença de Parkinson, bem como o papel do farmacêutico na doença e na terapêutica |
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| Autores principais: | Moura, Ana Carolina Rodrigues |
| Assunto: | Parkinson Neurónios dopaminérgicos Tremor Levodopa Fitoterapia Mestrado integrado - 2021 |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A doença de Parkinson (DP) foi descrita pela primeira vez por James Parkinson em 1817.Desde a descoberta da dopamina como neurotransmissor na década de 1950, a pesquisa sobre a DP gerou um corpo rico e complexo de conhecimento, revelando que a DP é uma doença multifatorial relacionada à idade, influenciada por fatores genéticos e ambientais. A prevalência da DP é cerca de 1% em pessoas com mais de 65 anos. Normalmente começa entre os 40 e 70 anos e é muito raro abaixo dos 20. Se a DP começar antes dos 20 anos, é considerada como DP de início jovem e tem uma patologia diferente de outros tipos de DP, muito provável de ser hereditária ou devido à doença de Wilson ou doença de Huntington. A DP é mais prevalente em homens do que em mulheres em uma proporção de 3: 2 (Postuma et al. 2015 ). A DP é uma doença neurodegenerativa, crónica e progressiva associada a um défice da função motora. Esta doença caracteriza-se por rigidez muscular, tremor em repouso, bradicinésia, instabilidade postural e, nalguns casos, perturbações psiquiátricas e cognitivas. A maioria dos casos de DP não tem causa definida (doença de Parkinson idiopática). No entanto estudos mais recentes têm demonstrado, que numa mesma família a probabilidade de surgir a doença de Parkinson duplica ou triplica de uma geração para a seguinte ou que esta pode ocorrer através da predisposição genética de alguns indivíduos ao serem expostos a determinados agentes (neurotoxinas, fármacos, vírus) e ainda por acidente vascular cerebral. Dado que a doença de Parkinson atualmente não tem cura, os objetivos do tratamento passam por controlar os sintomas da patologia. No que diz respeito ao tratamento farmacológico este passa sobretudo pelo recurso a fármacos classificados como agonistas da dopamina, inibidores da MAO B, agentes anticolinérgicos, inibidores da COMT, amantadina e, por último, a levodopa, sendo esta a terapêutica farmacológica de destaque nesta patologia. No que diz respeito ao tratamento e/ou prevenção desta patologia com recurso à fitoterapia (produtos naturais à base de plantas, extratos) há autores que têm descrito a utilidade de recorrer a esta alternativa com o fim de complementar com a terapêutica farmacológica geralmente utilizada nesta patologia. No trabalho proposto irá ser feita uma revisão sobre as plantas medicinais usadas na doença de Parkinson, bem como o papel do farmacêutico na doença e na terapêutica |
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