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A reabilitação urbana da envolvente às furnas do Poço Velho em Cascais, condições para a sua dignificação e integração na malha urbana

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Resumo:A polémica acerca do tema das Grutas do Poço Velho em Cascais é antiga e bastante conhecida, especialmente no meio académico ligado à Arqueologia, mas também pelos munícipes de Cascais. Não é intenção deste projecto discutir a importância arqueológica e cultural deste local. Pretende-se dar um pequeno contributo e um novo olhar a este património, integrando-o na malha urbana actual, e se possível, devolver o misticismo que provavelmente teve no passado em que serviu de cemitério aos habitantes de Cascais dessa época. É também objectivo do trabalho, valorizar e compatibilizar este espaço com as funções actuais do centro da vila de Cascais. As grutas do Poço Velho em Cascais foram oficialmente exploradas pelo Dr. Carlos Ribeiro em 1879 e foram classificadas pelo Decreto 47508/67, de 24 de Janeiro. Actualmente, a protecção do imóvel encontra-se inscrita no Regulamento do Plano Director de Cascais, Resolução do Conselho de Ministros n.º 96/97 de 19 de Junho, I SÉRIE-B, DR n.º 13, artigo 21º. A classificação legal deste património em 1967, não impediu a pressão urbanística no local. A construção de diversos edifícios com a fachada principal para as artérias mais movimentadas e estruturantes da vila, como a actual Avenida Vinte e Cinco de Abril, ou a Alameda dos Combatentes da Grande Guerra (marginal), determinaram o total esquecimento e apagamento do local que fica nas suas traseiras. Actualmente, o local tem como característica principal a de um interior de quarteirão2 que ninguém quer ver, com estacionamento caótico, roupa estendida em varandas fechadas, fachadas das habitações degradas e outros usos ou funções menos adequadas ao centro histórico duma vila. Considerar valorizar os aspectos históricos e arqueológicos das Grutas sem a reabilitação do espaço envolvente será provavelmente um compromisso difícil dados os usos e funções existentes na envolvência incompatíveis com a fruição do espaço. Nas suas imediações existem edifícios com o mais variado tipo de usos; habitação, comércio, serviços, oficinas de automóveis, estacionamento e edifícios degradados. A reabilitação urbana da envolvência das Grutas do Poço Velho, provavelmente, enobreceria o espaço recuperando a simbologia mítica e simbólica que teve noutros tempos referenciando-o por exemplo, como sendo um dos primeiros espaços memoriais dos primeiros habitantes da vila de Cascais.
Autores principais:Fernandes, Joaquim Manuel Clemente
Assunto:Renovação urbana - Grutas do Poço Velho (Cascais, Portugal) Urbanismo - Cascais (Portugal) Centros históricos - Conservação e restauro - Cascais (Portugal) Património cultural - Conservação e restauro - Cascais (Portugal) Trabalho de projecto de mestrado - 2012
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A polémica acerca do tema das Grutas do Poço Velho em Cascais é antiga e bastante conhecida, especialmente no meio académico ligado à Arqueologia, mas também pelos munícipes de Cascais. Não é intenção deste projecto discutir a importância arqueológica e cultural deste local. Pretende-se dar um pequeno contributo e um novo olhar a este património, integrando-o na malha urbana actual, e se possível, devolver o misticismo que provavelmente teve no passado em que serviu de cemitério aos habitantes de Cascais dessa época. É também objectivo do trabalho, valorizar e compatibilizar este espaço com as funções actuais do centro da vila de Cascais. As grutas do Poço Velho em Cascais foram oficialmente exploradas pelo Dr. Carlos Ribeiro em 1879 e foram classificadas pelo Decreto 47508/67, de 24 de Janeiro. Actualmente, a protecção do imóvel encontra-se inscrita no Regulamento do Plano Director de Cascais, Resolução do Conselho de Ministros n.º 96/97 de 19 de Junho, I SÉRIE-B, DR n.º 13, artigo 21º. A classificação legal deste património em 1967, não impediu a pressão urbanística no local. A construção de diversos edifícios com a fachada principal para as artérias mais movimentadas e estruturantes da vila, como a actual Avenida Vinte e Cinco de Abril, ou a Alameda dos Combatentes da Grande Guerra (marginal), determinaram o total esquecimento e apagamento do local que fica nas suas traseiras. Actualmente, o local tem como característica principal a de um interior de quarteirão2 que ninguém quer ver, com estacionamento caótico, roupa estendida em varandas fechadas, fachadas das habitações degradas e outros usos ou funções menos adequadas ao centro histórico duma vila. Considerar valorizar os aspectos históricos e arqueológicos das Grutas sem a reabilitação do espaço envolvente será provavelmente um compromisso difícil dados os usos e funções existentes na envolvência incompatíveis com a fruição do espaço. Nas suas imediações existem edifícios com o mais variado tipo de usos; habitação, comércio, serviços, oficinas de automóveis, estacionamento e edifícios degradados. A reabilitação urbana da envolvência das Grutas do Poço Velho, provavelmente, enobreceria o espaço recuperando a simbologia mítica e simbólica que teve noutros tempos referenciando-o por exemplo, como sendo um dos primeiros espaços memoriais dos primeiros habitantes da vila de Cascais.