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Características relacionais, sexuais e o uso do preservativo : diferenças entre relacionamento comprometido e não comprometido

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os relacionamentos tomam cada vez formas mais variadas na vida dos adultos emergentes que continuam a envolver-se em relacionamentos mais sérios, mas que tentam igualmente adiar o compromisso, sem deixar de explorar a sua sexualidade. As taxas de uso do preservativo de estudos anteriores têm mostrado que o tipo de relação influencia o uso do preservativo e que o uso é insuficiente por características como a duração ou a perceção de risco. É importante, deste modo, conhecer as características relacionais que influenciam o uso do preservativo ou a escolha do método contracetivo. O presente estudo teve como objetivos caracterizar o comportamento sexual de adultos emergentes; aceder ao autorrelato do uso do preservativo nos três tipos de relações sexuais (orais, vaginais e anais), através de perguntas diferentes para averiguar a consistência do mesmo; descrever a forma como os indivíduos caracterizam os relacionamentos em que se envolvem quanto às suas qualidades relacionais e sexuais; e averiguar o papel do género na relação entre tipos de relacionamento e características relacionais, sexuais e uso do preservativo. A recolha de dados foi feita junto de 262 participantes presencialmente e online. A amostra foi caracterizada com recurso a estatística descritiva e o efeito do tipo de relacionamento (comprometido e não comprometido) nas características relacionais, sexuais e uso de preservativo de acordo com o género foi analisado através de análise variância de medidas repetidas (ANOVA de medidas repetidas). Encontrou-se um maior número de relacionamentos comprometidos do que não comprometidos e a amostra iniciou a sua vida sexual, em média, aos 17 anos. A pílula foi o método contracetivo mais utilizado seguindo-se o preservativo que, por sua vez, foi mais utilizado em relacionamentos não comprometidos e mais referenciado pelos homens, mostrando existir uma relação entre tipo de relacionamentos, uso do preservativo e género. Dois quintos da amostra referiram simultaneidade de relacionamentos, ainda que muitos participantes tenham considerado quer os seus relacionamentos comprometidos, quer não comprometidos como monogâmicos. Além da descrição da história sexual de adultos emergentes, destacam-se as qualidades relacionais e sexuais positivas, ligadas aos relacionamentos comprometidos e diferenças de género sendo que os homens consideram os relacionamentos não comprometidos como sexualmente mais satisfatórios.
Autores principais:Honório, Ana Beatriz Pedro
Assunto:Características sexuais Relacionamentos Comportamento sexual Teses de mestrado - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os relacionamentos tomam cada vez formas mais variadas na vida dos adultos emergentes que continuam a envolver-se em relacionamentos mais sérios, mas que tentam igualmente adiar o compromisso, sem deixar de explorar a sua sexualidade. As taxas de uso do preservativo de estudos anteriores têm mostrado que o tipo de relação influencia o uso do preservativo e que o uso é insuficiente por características como a duração ou a perceção de risco. É importante, deste modo, conhecer as características relacionais que influenciam o uso do preservativo ou a escolha do método contracetivo. O presente estudo teve como objetivos caracterizar o comportamento sexual de adultos emergentes; aceder ao autorrelato do uso do preservativo nos três tipos de relações sexuais (orais, vaginais e anais), através de perguntas diferentes para averiguar a consistência do mesmo; descrever a forma como os indivíduos caracterizam os relacionamentos em que se envolvem quanto às suas qualidades relacionais e sexuais; e averiguar o papel do género na relação entre tipos de relacionamento e características relacionais, sexuais e uso do preservativo. A recolha de dados foi feita junto de 262 participantes presencialmente e online. A amostra foi caracterizada com recurso a estatística descritiva e o efeito do tipo de relacionamento (comprometido e não comprometido) nas características relacionais, sexuais e uso de preservativo de acordo com o género foi analisado através de análise variância de medidas repetidas (ANOVA de medidas repetidas). Encontrou-se um maior número de relacionamentos comprometidos do que não comprometidos e a amostra iniciou a sua vida sexual, em média, aos 17 anos. A pílula foi o método contracetivo mais utilizado seguindo-se o preservativo que, por sua vez, foi mais utilizado em relacionamentos não comprometidos e mais referenciado pelos homens, mostrando existir uma relação entre tipo de relacionamentos, uso do preservativo e género. Dois quintos da amostra referiram simultaneidade de relacionamentos, ainda que muitos participantes tenham considerado quer os seus relacionamentos comprometidos, quer não comprometidos como monogâmicos. Além da descrição da história sexual de adultos emergentes, destacam-se as qualidades relacionais e sexuais positivas, ligadas aos relacionamentos comprometidos e diferenças de género sendo que os homens consideram os relacionamentos não comprometidos como sexualmente mais satisfatórios.