Publicação
Fármacos aprovados em 2018 para o tratamento do melanoma maligno metastático
| Resumo: | O melanoma maligno cutâneo consiste num tipo de tumor que surge a partir da proliferação descontrolada dos melanócitos, devido a mutações genéticas hereditárias e/ou adquiridas, cujo principal fator de risco é a exposição à radiação ultravioleta (UV). Apesar de representar apenas 1% dos casos de cancro da pele, surge como o mais agressivo e mortal de todos. A presença de metástases sugere geralmente um prognóstico bastante desfavorável e constitui um desafio em termos terapêuticos. A via MAPK está implicada na regulação da expressão genética, proliferação e sobrevivência celular. A grande maioria dos pacientes com melanoma, nomeadamente os que apresentam metástases distantes, possuem mutações em diferentes proteínas cinase desta via. O proto-oncogene BRAF é o mais frequentemente mutado no melanoma, levando a uma hiperativação da via e, por consequência, à proliferação descontrolada das células. Estas descobertas permitiram o desenvolvimento de fármacos direcionados para estas mutações. A partir de 2011 começaram a surgir os inibidores da BRAF, com a promessa de revolucionarem o tratamento de pacientes com melanoma metastático. Devido ao facto destes fármacos induzirem resistência após alguns meses de tratamento, como alternativa, começaram a surgir terapêuticas combinadas entre inibidores da BRAF e inibidores da MEK, sendo esta última, uma proteína cinase da mesma via que, ao ser bloqueada, permitiria prevenir e adiar possíveis mecanismos de resistência. Ao longo dos anos, vários fármacos foram aprovados para o melanoma metastático, sem, contudo, trazerem grandes benefícios a longo prazo. Após várias combinações desenvolvidas, em 2018, a FDA aprova a combinação entre os fármacos Encorafenib e Binimetinib, após resultados promissores nos seus ensaios clínicos. O presente trabalho pretende expôr de uma forma geral as características e propriedades farmacológicas diferenciadoras destas novas moléculas, dados de eficácia e atividade clínica, bem como perfil de segurança, que levaram à sua aprovação para o melanoma metastático. |
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| Autores principais: | Borrego, Rita Miguel Baltazar Medina dos Santos |
| Assunto: | Melanoma BRAF MEK Encorafenib Binimetinib Mestrado integrado - 2020 |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O melanoma maligno cutâneo consiste num tipo de tumor que surge a partir da proliferação descontrolada dos melanócitos, devido a mutações genéticas hereditárias e/ou adquiridas, cujo principal fator de risco é a exposição à radiação ultravioleta (UV). Apesar de representar apenas 1% dos casos de cancro da pele, surge como o mais agressivo e mortal de todos. A presença de metástases sugere geralmente um prognóstico bastante desfavorável e constitui um desafio em termos terapêuticos. A via MAPK está implicada na regulação da expressão genética, proliferação e sobrevivência celular. A grande maioria dos pacientes com melanoma, nomeadamente os que apresentam metástases distantes, possuem mutações em diferentes proteínas cinase desta via. O proto-oncogene BRAF é o mais frequentemente mutado no melanoma, levando a uma hiperativação da via e, por consequência, à proliferação descontrolada das células. Estas descobertas permitiram o desenvolvimento de fármacos direcionados para estas mutações. A partir de 2011 começaram a surgir os inibidores da BRAF, com a promessa de revolucionarem o tratamento de pacientes com melanoma metastático. Devido ao facto destes fármacos induzirem resistência após alguns meses de tratamento, como alternativa, começaram a surgir terapêuticas combinadas entre inibidores da BRAF e inibidores da MEK, sendo esta última, uma proteína cinase da mesma via que, ao ser bloqueada, permitiria prevenir e adiar possíveis mecanismos de resistência. Ao longo dos anos, vários fármacos foram aprovados para o melanoma metastático, sem, contudo, trazerem grandes benefícios a longo prazo. Após várias combinações desenvolvidas, em 2018, a FDA aprova a combinação entre os fármacos Encorafenib e Binimetinib, após resultados promissores nos seus ensaios clínicos. O presente trabalho pretende expôr de uma forma geral as características e propriedades farmacológicas diferenciadoras destas novas moléculas, dados de eficácia e atividade clínica, bem como perfil de segurança, que levaram à sua aprovação para o melanoma metastático. |
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