Publicação
Rotura da artéria carótida interna durante trombectomia endovascular em doentes com oclusão em tandem
| Resumo: | Introdução: Uma oclusão em tandem define-se por uma oclusão arterial ou estenose grave da porção extracraniana da artéria carótida interna (ACI) e, simultaneamente, oclusão ipsilateral de um dos seus ramos de grande calibre intracranianos, sendo responsável por até 30% dos acidentes vasculares cerebrais isquémicos agudos. Neste tipo de oclusão, têm sido reportados casos de rotura da ACI na sua porção intradural, aquando da injeção de contraste no vaso durante trombectomia endovascular (TEV), que evoluem com hemorragia subaracnoideia, mau outcome funcional e/ou morte. No entanto, a discussão deste tópico e as publicações disponíveis sobre o tema são muito limitadas. Objetivo: Através da descrição e análise de dois casos clínicos, procura-se compreender o mecanismo responsável pela rotura da ACI durante TEV por oclusão em tandem, bem como identificar fatores de risco e possíveis novas estratégias de abordagem terapêutica destes doentes. Metodologia: Foi realizada uma análise retrospetiva de dois casos clínicos de doentes com oclusões em tandem e rotura da ACI durante TEV na ULSSM-HSM. Neste âmbito, procedeu-se ao registo das características demográficas, clínicas e aspetos técnicos de cada procedimento, com adicional correlação com a literatura existente. Resultados/Conclusão: Existe uma provável relação entre a rotura da ACI e um aumento da pressão no interior da artéria aquando da injeção de contraste, que supera a sua resistência na região intradural, mais frágil. São propostos um conjunto de cuidados a ter em conta na estratégia de abordagem terapêutica a estas lesões. |
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| Autores principais: | Lopes, Catarina Sofia de Freitas |
| Assunto: | Trombectomia endovascular Oclusão em tandem Rotura da artéria carótida interna Acidente vascular cerebral Hemorragia subaracnóidea |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: Uma oclusão em tandem define-se por uma oclusão arterial ou estenose grave da porção extracraniana da artéria carótida interna (ACI) e, simultaneamente, oclusão ipsilateral de um dos seus ramos de grande calibre intracranianos, sendo responsável por até 30% dos acidentes vasculares cerebrais isquémicos agudos. Neste tipo de oclusão, têm sido reportados casos de rotura da ACI na sua porção intradural, aquando da injeção de contraste no vaso durante trombectomia endovascular (TEV), que evoluem com hemorragia subaracnoideia, mau outcome funcional e/ou morte. No entanto, a discussão deste tópico e as publicações disponíveis sobre o tema são muito limitadas. Objetivo: Através da descrição e análise de dois casos clínicos, procura-se compreender o mecanismo responsável pela rotura da ACI durante TEV por oclusão em tandem, bem como identificar fatores de risco e possíveis novas estratégias de abordagem terapêutica destes doentes. Metodologia: Foi realizada uma análise retrospetiva de dois casos clínicos de doentes com oclusões em tandem e rotura da ACI durante TEV na ULSSM-HSM. Neste âmbito, procedeu-se ao registo das características demográficas, clínicas e aspetos técnicos de cada procedimento, com adicional correlação com a literatura existente. Resultados/Conclusão: Existe uma provável relação entre a rotura da ACI e um aumento da pressão no interior da artéria aquando da injeção de contraste, que supera a sua resistência na região intradural, mais frágil. São propostos um conjunto de cuidados a ter em conta na estratégia de abordagem terapêutica a estas lesões. |
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