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A azulejaria portuguesa do século XVIII: uma abordagem iconográfica

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Resumo:O presente trabalho de projeto incide sobre a iconografia da azulejaria portuguesa do século XVIII, mas compreendendo os últimos anos da centúria anterior, designados como período de transição, por terem sido determinantes para a evolução da produção azulejar seguinte. O seu principal objetivo é criar um perfil iconográfico daquele que é considerado por muitos o período mais importante do azulejo em Portugal. A partir da sistematização da informação disponibilizada através dos inventários realizados nos anos de 1950 e 1960 por João Miguel dos Santos Simões e que, ainda hoje, constituem a mais importante referência nesta matéria, foram preenchidas quase duas mil fichas no Az Infinitum – Sistema de Referência e Indexação de Azulejo (https://redeazulejo.letras.ulisboa.pt/pesquisa-az), uma base de dados relacional desenvolvida pela Rede de Investigação em Azulejo (ARTIS-IHA/FLUL) e pelo Museu Nacional do Azulejo, que constituiu a ferramenta de trabalho e a base metodológica deste projeto. Destas fichas, cerca de novecentas foram classificadas no que diz respeito ao programa iconográfico, recorrendo-se para tal ao sistema de classificação para conteúdos culturais Iconclass (http://iconclass.org/). O cruzamento dos dados inseridos (iconográficos, mas também relacionados com localizações, cronologias e autorias, entre outros), permitiu aceder a um conjunto de informações muito alargado, potenciando uma análise iconográfica global, capaz de avançar com possibilidades de respostas para questões como: quais os ciclos e temas mais representados, tanto em contexto religioso como em contexto secular; qual a sua relação com os espaços em que se inserem; ou qual a sua representatividade em termos geográficos e cronológicos. Deste modo, foi possível alcançar uma visão iconográfica global baseada em dados concretos e facilmente verificáveis através do Az Infinitum. Apesar das conclusões que são apresentadas, recorrendo a diferentes formas de visualização de dados (tabelas, gráficos de barras, gráficos de redes de relações, mapas, etc.), muito ficou ainda por fazer e um dos aspetos mais positivos deste trabalho é o fato de ter conseguido preparar o Az Infinitum para o futuro, deixando uma base sólida sobre a qual podem assentar outros estudos.
Autores principais:Silva, Mariana Filipa Americano da
Assunto:Azulejos - Portugal - séc.18 - Catálogos Ilustrações - interpretação Ilustrações - Catalogação Trabalhos de projecto de mestrado - 2022
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente trabalho de projeto incide sobre a iconografia da azulejaria portuguesa do século XVIII, mas compreendendo os últimos anos da centúria anterior, designados como período de transição, por terem sido determinantes para a evolução da produção azulejar seguinte. O seu principal objetivo é criar um perfil iconográfico daquele que é considerado por muitos o período mais importante do azulejo em Portugal. A partir da sistematização da informação disponibilizada através dos inventários realizados nos anos de 1950 e 1960 por João Miguel dos Santos Simões e que, ainda hoje, constituem a mais importante referência nesta matéria, foram preenchidas quase duas mil fichas no Az Infinitum – Sistema de Referência e Indexação de Azulejo (https://redeazulejo.letras.ulisboa.pt/pesquisa-az), uma base de dados relacional desenvolvida pela Rede de Investigação em Azulejo (ARTIS-IHA/FLUL) e pelo Museu Nacional do Azulejo, que constituiu a ferramenta de trabalho e a base metodológica deste projeto. Destas fichas, cerca de novecentas foram classificadas no que diz respeito ao programa iconográfico, recorrendo-se para tal ao sistema de classificação para conteúdos culturais Iconclass (http://iconclass.org/). O cruzamento dos dados inseridos (iconográficos, mas também relacionados com localizações, cronologias e autorias, entre outros), permitiu aceder a um conjunto de informações muito alargado, potenciando uma análise iconográfica global, capaz de avançar com possibilidades de respostas para questões como: quais os ciclos e temas mais representados, tanto em contexto religioso como em contexto secular; qual a sua relação com os espaços em que se inserem; ou qual a sua representatividade em termos geográficos e cronológicos. Deste modo, foi possível alcançar uma visão iconográfica global baseada em dados concretos e facilmente verificáveis através do Az Infinitum. Apesar das conclusões que são apresentadas, recorrendo a diferentes formas de visualização de dados (tabelas, gráficos de barras, gráficos de redes de relações, mapas, etc.), muito ficou ainda por fazer e um dos aspetos mais positivos deste trabalho é o fato de ter conseguido preparar o Az Infinitum para o futuro, deixando uma base sólida sobre a qual podem assentar outros estudos.