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Memórias de infância relativas às práticas educativas parentais e vinculação do adulto ao pai e à mãe

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo incidiu nas memórias de infância relativas às práticas educativas parentais e na perceção de adultos da vinculação ao pai e à mãe. Os objetivos foram os seguintes: analisar, comparativamente, um grupo de homens e um grupo de mulheres nas dimensões referidas e, em cada grupo, explorar a relação entre estas dimensões e averiguar se há variações com base na escolaridade (12 ou menos anos vs ensino superior). Participaram no estudo 137 indivíduos, 77 mulheres e 60 homens. Foram utilizados o EMBU Memórias de Infância e o Questionário de Vinculação ao Pai e à Mãe (QVPM), para além de um Questionário Sociodemográfico. Os resultados indicaram que, na comparação entre os grupos, relativamente às memórias de infância as mulheres recordaram mais Sobreproteção paterna e materna, reportando ainda, face à vinculação do adulto, mais Ansiedade de Separação na relação com o pai e a mãe, e maior Inibição da Exploração e Individualidade na relação com a mãe. Em ambos os grupos, a Inibição da Exploração e Individualidade associou-se com todas as dimensões das memórias de infância ocorrendo também associações do Suporte Emocional e da Rejeição com a Qualidade do Laço Emocional e com a Ansiedade de Separação, não sendo, no entanto, completamente sobreponíveis os resultados para mulheres e homens. Nos dois grupos, os participantes com uma escolaridade mais baixa (vs. mais alta) tenderam a relatar menos Suporte Emocional por parte da mãe, referindo ainda os homens níveis mais elevados de Ansiedade de Separação face ao pai e à mãe, e de Inibição da Exploração e Individualidade na relação com a mãe. Em geral, os resultados enquadram-se na literatura e contribuem para a compreensão da relação entre memórias de infância e vinculação ao pai e à mãe, a qual não tem sido explorada na literatura com adultos.
Autores principais:Cameirinha, Filipa Coelho
Assunto:Memórias de infância Vinculação paterna Vinculação materna Homens Mulheres Teses de mestrado - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo incidiu nas memórias de infância relativas às práticas educativas parentais e na perceção de adultos da vinculação ao pai e à mãe. Os objetivos foram os seguintes: analisar, comparativamente, um grupo de homens e um grupo de mulheres nas dimensões referidas e, em cada grupo, explorar a relação entre estas dimensões e averiguar se há variações com base na escolaridade (12 ou menos anos vs ensino superior). Participaram no estudo 137 indivíduos, 77 mulheres e 60 homens. Foram utilizados o EMBU Memórias de Infância e o Questionário de Vinculação ao Pai e à Mãe (QVPM), para além de um Questionário Sociodemográfico. Os resultados indicaram que, na comparação entre os grupos, relativamente às memórias de infância as mulheres recordaram mais Sobreproteção paterna e materna, reportando ainda, face à vinculação do adulto, mais Ansiedade de Separação na relação com o pai e a mãe, e maior Inibição da Exploração e Individualidade na relação com a mãe. Em ambos os grupos, a Inibição da Exploração e Individualidade associou-se com todas as dimensões das memórias de infância ocorrendo também associações do Suporte Emocional e da Rejeição com a Qualidade do Laço Emocional e com a Ansiedade de Separação, não sendo, no entanto, completamente sobreponíveis os resultados para mulheres e homens. Nos dois grupos, os participantes com uma escolaridade mais baixa (vs. mais alta) tenderam a relatar menos Suporte Emocional por parte da mãe, referindo ainda os homens níveis mais elevados de Ansiedade de Separação face ao pai e à mãe, e de Inibição da Exploração e Individualidade na relação com a mãe. Em geral, os resultados enquadram-se na literatura e contribuem para a compreensão da relação entre memórias de infância e vinculação ao pai e à mãe, a qual não tem sido explorada na literatura com adultos.