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Da ideia de monumento à reabilitação contemporânea

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Resumo:O presente trabalho surgiu na sequência do tema das Casas Senhoriais, e consiste numa reflexão sobre a intervenção num monumento, preservando a memória e a identidade, mas reabilitando-o para que este se integre no quotidiano. Equilibrando esta dualidade do antigo versus o novo, sem que a hierarquia do elemento principal se perca, tentando garantir uma linguagem subtil sem retirar a leitura inicial. O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, sendo um dos monumentos mais relevantes do país, uma obra inigualável, com uma marcante presença no território, é de nosso interesse preservá-lo para que se perpetue no tempo. Um testemunho de um conjunto de fragmentos da História de Portugal, com um grande poder que acabou por ser extinto em 1833, após as guerras liberais. Desde essa data que o conjunto sofreu inúmeras alterações, por usos menos apropriados, o que nos deu a perceber não só a flexibilidade dos espaços, como os erros cometidos nas diversas instalações. Hoje encontramos um enorme complexo, com uma pequena parte visitável, em risco de degradação, devido à falta de usos de muitos dos espaços. Propõe-se um novo edifício que se interligue com a pré-existência, orientado a Sul da Ala de S. Bernardo, dando uma nova função permanente, que valorize o território e a história cisterciense. Este lugar específico, outrora o Colégio da Nossa Senhora da Conceição, teve construções que insinuavam a criação de um Claustro Sul, dando uma ideia de construção fechada. O Centro Interpretativo terá como objetivo a valorização e o reconhecimento do que outrora fora este poderio e um local onde se possa continuar os estudos e as investigações iniciados. Propõe-se, também, a requalificação dos espaços exteriores, interligando a cerca com a cidade e por sua vez com o rio, sendo este um elo de ligação com os espaços verdes existentes.
Autores principais:Antunes, Bruna Baptista
Assunto:Monumento e património Reabilitação e memória Conjunto monástico Cister Mosteiro de Alcobaça Monument and heritage Rehabilitastion ande memory Monascitc setting Cisterciaans Monastery of Alcobaça
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente trabalho surgiu na sequência do tema das Casas Senhoriais, e consiste numa reflexão sobre a intervenção num monumento, preservando a memória e a identidade, mas reabilitando-o para que este se integre no quotidiano. Equilibrando esta dualidade do antigo versus o novo, sem que a hierarquia do elemento principal se perca, tentando garantir uma linguagem subtil sem retirar a leitura inicial. O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, sendo um dos monumentos mais relevantes do país, uma obra inigualável, com uma marcante presença no território, é de nosso interesse preservá-lo para que se perpetue no tempo. Um testemunho de um conjunto de fragmentos da História de Portugal, com um grande poder que acabou por ser extinto em 1833, após as guerras liberais. Desde essa data que o conjunto sofreu inúmeras alterações, por usos menos apropriados, o que nos deu a perceber não só a flexibilidade dos espaços, como os erros cometidos nas diversas instalações. Hoje encontramos um enorme complexo, com uma pequena parte visitável, em risco de degradação, devido à falta de usos de muitos dos espaços. Propõe-se um novo edifício que se interligue com a pré-existência, orientado a Sul da Ala de S. Bernardo, dando uma nova função permanente, que valorize o território e a história cisterciense. Este lugar específico, outrora o Colégio da Nossa Senhora da Conceição, teve construções que insinuavam a criação de um Claustro Sul, dando uma ideia de construção fechada. O Centro Interpretativo terá como objetivo a valorização e o reconhecimento do que outrora fora este poderio e um local onde se possa continuar os estudos e as investigações iniciados. Propõe-se, também, a requalificação dos espaços exteriores, interligando a cerca com a cidade e por sua vez com o rio, sendo este um elo de ligação com os espaços verdes existentes.