Publicação
Envolvimento parental na terapia cognitivo comportamental em crianças com perturbações de ansiedade : caracterização e seus determinantes
| Resumo: | Enquadramento: A Terapia Cognitivo Comportamental tem sido apontada como a mais eficaz na intervenção com crianças ansiosas. A forma como os pais são envolvidos no processo tem sido alvo de diversos estudos que procuram verificar as diferenças eficácia terapêutica, face aos diferentes tipos de envolvimento parental. O presente estudo tem por objetivo caracterizar o envolvimento parental na terapia cognitivo comportamental com crianças ansiosas analisando os seus determinantes. Metodologia: Participaram neste estudo 54 crianças com idades compreendidas entre os 8 e 12 anos e os respetivos progenitores. A avaliação dos determinantes do envolvimento parental e do envolvimento parental realizada pelos seguintes instrumentos: Brief Symptom Inventory – BSI; Escala de Interferência de Ansiedade na Vida da Criança – EIAV; Questionário de Envolvimento Parental durante a Intervenção; Item único de Expectativas Parentais; Questionário Sociodemográfico. Resultados: A análise dos resultados demonstra: 1) Não existem associações estatisticamente significativas entre os Índices de Psicopatologia Parental e o envolvimento dos pais; 2) As “Expectativas Parentais de Eficácia” e a “Perceção de Impacto da Patologia” revelam uma relação estatisticamente significativa de magnitude moderada com o envolvimento parental; 3) Existem diferenças significativas entre os grupos da variável sociodemográfica “Nível Socioeconómico” quanto ao nível de envolvimento parental; 4) Existem relações magnitude média e elevada entre o fator avaliado pelo clínico “Barreiras ao tratamento, experienciadas pelos pais” e o envolvimento parental; 5) Após o término da intervenção, 85,5% das crianças apresentaram melhorias clínicas avaliadas pelo clínico; 6) observa-se uma relação estatisticamente significativa de elevada magnitude entre a Melhoria Clínica e o envolvimento parental. Conclusões: Os resultados deste estudo sugerem que “Expectativas Parentais de Eficácia”; a “Perceção de Impacto da Patologia”; o “Nível Socioeconómico”; o “Número de Barreiras ao Tratamento”, influenciam o envolvimento dos pais na terapia. Por fim, o envolvimento parental na intervenção está associado a um nível mais elevado de melhorias clínicas nas crianças. |
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| Autores principais: | Santos, Inês Cabugueira Custódio dos |
| Assunto: | Terapia cognitivo-comportamental Ansiedade Envolvimento dos pais Teses de mestrado - 2013 |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Enquadramento: A Terapia Cognitivo Comportamental tem sido apontada como a mais eficaz na intervenção com crianças ansiosas. A forma como os pais são envolvidos no processo tem sido alvo de diversos estudos que procuram verificar as diferenças eficácia terapêutica, face aos diferentes tipos de envolvimento parental. O presente estudo tem por objetivo caracterizar o envolvimento parental na terapia cognitivo comportamental com crianças ansiosas analisando os seus determinantes. Metodologia: Participaram neste estudo 54 crianças com idades compreendidas entre os 8 e 12 anos e os respetivos progenitores. A avaliação dos determinantes do envolvimento parental e do envolvimento parental realizada pelos seguintes instrumentos: Brief Symptom Inventory – BSI; Escala de Interferência de Ansiedade na Vida da Criança – EIAV; Questionário de Envolvimento Parental durante a Intervenção; Item único de Expectativas Parentais; Questionário Sociodemográfico. Resultados: A análise dos resultados demonstra: 1) Não existem associações estatisticamente significativas entre os Índices de Psicopatologia Parental e o envolvimento dos pais; 2) As “Expectativas Parentais de Eficácia” e a “Perceção de Impacto da Patologia” revelam uma relação estatisticamente significativa de magnitude moderada com o envolvimento parental; 3) Existem diferenças significativas entre os grupos da variável sociodemográfica “Nível Socioeconómico” quanto ao nível de envolvimento parental; 4) Existem relações magnitude média e elevada entre o fator avaliado pelo clínico “Barreiras ao tratamento, experienciadas pelos pais” e o envolvimento parental; 5) Após o término da intervenção, 85,5% das crianças apresentaram melhorias clínicas avaliadas pelo clínico; 6) observa-se uma relação estatisticamente significativa de elevada magnitude entre a Melhoria Clínica e o envolvimento parental. Conclusões: Os resultados deste estudo sugerem que “Expectativas Parentais de Eficácia”; a “Perceção de Impacto da Patologia”; o “Nível Socioeconómico”; o “Número de Barreiras ao Tratamento”, influenciam o envolvimento dos pais na terapia. Por fim, o envolvimento parental na intervenção está associado a um nível mais elevado de melhorias clínicas nas crianças. |
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