Publicação

Eficácia da utilização da RT-IO como radioterapia principal no tratamento do cancro da mama em estádio inicial

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: O cancro da mama é a neoplasia maligna mais comum entre as mulheres. A evolução na terapêutica do carcinoma da mama tem ocorrido no sentido do alcance da menor invasividade sem que, no entanto, haja o compromisso da eficácia. Alguns estudos evidenciaram a baixa probabilidade da extensão microscópica das células malignas superior a 1cm da loca tumoral, o que desafia a noção da imperatividade da radioterapia adjuvante convencional associada a cirurgia conservadora, particularmente para as doentes em estádio inicial. A Radioterapia Intraoperatória (RT-IO) corresponde a uma das técnicas de Irradiação parcial acelerada da mama (APBI) que se tem apresentado como uma das possíveis alternativas no tratamento das doentes em estádio inicial. Esta revisão tem como objetivo proceder a revisão da literatura relativa a eficácia do uso terapêutico da RT-IO em substituição a Radioterapia adjuvante convencional na abordagem conservadora do cancro da mama em estádio inicial. Metodologia: Realizou-se uma revisão não sistemática da literatura, com recurso a base de dados Pubmed com os termos Breast cancer, Early stage, Treatmen, Intraoperative radiotherapy. Resultados: Obteve-se um conjunto de 31 artigos potencialmente relevantes, dos quais se incluíram 9, duas Revisões Sistemáticas, dois Ensaios Clínicos de Fase III, dois Ensaios Clínicos de Fase II, dois Estudo Coorte Prospetivo e um Estudo Retrospetivo. Discussão: As evidencias mostram que a RT-IO é equiparável a radioterapia convencional quanto a sobrevida global. A sua eficácia no tratamento do cancro da mama em estádio inicial não é inferior ao tratamento convencional no que se refere ao controlo da doença local. É, no entanto, necessária uma escolha cuidadosa das doentes no sentido de serem selecionadas as de baixo risco. É também importante realçar a necessidade de mais estudos, com maior duração, para a identificação mais precisa deste grupo de doentes.
Autores principais:Camblé, Abelcineyd Viegas D’Assunção
Assunto:Cancro da mama Estádio inicial Radioterapia Intraoperatória Tratamento
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: O cancro da mama é a neoplasia maligna mais comum entre as mulheres. A evolução na terapêutica do carcinoma da mama tem ocorrido no sentido do alcance da menor invasividade sem que, no entanto, haja o compromisso da eficácia. Alguns estudos evidenciaram a baixa probabilidade da extensão microscópica das células malignas superior a 1cm da loca tumoral, o que desafia a noção da imperatividade da radioterapia adjuvante convencional associada a cirurgia conservadora, particularmente para as doentes em estádio inicial. A Radioterapia Intraoperatória (RT-IO) corresponde a uma das técnicas de Irradiação parcial acelerada da mama (APBI) que se tem apresentado como uma das possíveis alternativas no tratamento das doentes em estádio inicial. Esta revisão tem como objetivo proceder a revisão da literatura relativa a eficácia do uso terapêutico da RT-IO em substituição a Radioterapia adjuvante convencional na abordagem conservadora do cancro da mama em estádio inicial. Metodologia: Realizou-se uma revisão não sistemática da literatura, com recurso a base de dados Pubmed com os termos Breast cancer, Early stage, Treatmen, Intraoperative radiotherapy. Resultados: Obteve-se um conjunto de 31 artigos potencialmente relevantes, dos quais se incluíram 9, duas Revisões Sistemáticas, dois Ensaios Clínicos de Fase III, dois Ensaios Clínicos de Fase II, dois Estudo Coorte Prospetivo e um Estudo Retrospetivo. Discussão: As evidencias mostram que a RT-IO é equiparável a radioterapia convencional quanto a sobrevida global. A sua eficácia no tratamento do cancro da mama em estádio inicial não é inferior ao tratamento convencional no que se refere ao controlo da doença local. É, no entanto, necessária uma escolha cuidadosa das doentes no sentido de serem selecionadas as de baixo risco. É também importante realçar a necessidade de mais estudos, com maior duração, para a identificação mais precisa deste grupo de doentes.