Publicação
Uma outra forma de fazer escola:a Voz do Operário da Ajuda
| Resumo: | A principal questão do presente trabalho é tentar compreender em que medida a singular forma escolar de relações sociais da Voz do Operário da Ajuda é sustentável. No âmbito da teoria da forma escolar de Vincent, Lahire e Thin (1994), Lahire sugere formas relativamente invariantes, que designa por “formas escolares de relações sociais”, integradas nas práticas sociais com formas escriturais-escolares que sucedem às práticas de formas sociais orais. A hipótese de organizar formas escolares de relações sociais coexistentes variando entre si na relação com o poder (Foucault) e na relação ao saber (Charlot) num continuum, torna possível inscrever esta forma singular no mesmo. A forma escolar do caso apresentado carateriza-se por estar em permanente renegociação devido à reflexão dos envolvidos, assegurando a aprendizagem máxima de cada um, no espaço-tempo interativo que sujeitos-atores, autores da sua aprendizagem, instituem, para produzir obras intelectuais autênticas. O enquadramento anterior e posterior e o próprio período analisado (1986-1995) a partir das devoluções dos autores da época, mostram uma forma escolar de relações sociais em evolução, dialogante com outras práticas sociais. Faz antever que a sustentabilidade de uma forma escolar de relações sociais deste tipo, caraterizada por uma relação não hierarquizada com o poder, propondo a participação de todos, e por uma relação ao saber a partir de uma visão cultural e sociohistórica, depende da sua evolução decorrendo da reflexão em relação a esta. De um modo geral, o continuum, concebido em três famílias de formas, provoca uma imagem multifacetada de relações sociais na escola, sugerindo uma “gramática” comparada da aprendizagem na escola, enriquecendo a “gramática” da educação escolar de Tyack e Tobin (1994). Assim, possibilita-nos discutir uma forma de escola futura, hospitaleira, que facilita a aprendizagem de uma leitura do mundo tornado inteligível. |
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| Autores principais: | Paulus, Pascal, 1957- |
| Assunto: | Relações sociais Escolarização Sociologia da educação Teses de doutoramento - 2013 |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A principal questão do presente trabalho é tentar compreender em que medida a singular forma escolar de relações sociais da Voz do Operário da Ajuda é sustentável. No âmbito da teoria da forma escolar de Vincent, Lahire e Thin (1994), Lahire sugere formas relativamente invariantes, que designa por “formas escolares de relações sociais”, integradas nas práticas sociais com formas escriturais-escolares que sucedem às práticas de formas sociais orais. A hipótese de organizar formas escolares de relações sociais coexistentes variando entre si na relação com o poder (Foucault) e na relação ao saber (Charlot) num continuum, torna possível inscrever esta forma singular no mesmo. A forma escolar do caso apresentado carateriza-se por estar em permanente renegociação devido à reflexão dos envolvidos, assegurando a aprendizagem máxima de cada um, no espaço-tempo interativo que sujeitos-atores, autores da sua aprendizagem, instituem, para produzir obras intelectuais autênticas. O enquadramento anterior e posterior e o próprio período analisado (1986-1995) a partir das devoluções dos autores da época, mostram uma forma escolar de relações sociais em evolução, dialogante com outras práticas sociais. Faz antever que a sustentabilidade de uma forma escolar de relações sociais deste tipo, caraterizada por uma relação não hierarquizada com o poder, propondo a participação de todos, e por uma relação ao saber a partir de uma visão cultural e sociohistórica, depende da sua evolução decorrendo da reflexão em relação a esta. De um modo geral, o continuum, concebido em três famílias de formas, provoca uma imagem multifacetada de relações sociais na escola, sugerindo uma “gramática” comparada da aprendizagem na escola, enriquecendo a “gramática” da educação escolar de Tyack e Tobin (1994). Assim, possibilita-nos discutir uma forma de escola futura, hospitaleira, que facilita a aprendizagem de uma leitura do mundo tornado inteligível. |
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