Publicação
Uma nova “amiga” chamada ANA : identificação de factores e comportamentos de risco na prevenção e diagnóstico precoce de anorexia nervosa
| Resumo: | A globalização facilitou a difusão de hábitos e tendências, incluindo ideais de beleza associados ao culto da magreza, predispondo ao desenvolvimento de doenças do comportamento alimentar, como a Anorexia nervosa. Todavia, toda a população é exposta a estas pressões sociais, mas só alguns indivíduos manifestam a doença, assumindo-se que a mesma tenha uma etiologia multifactorial, resultante da combinação de factores de risco individuais (auto-estima, perfeccionismo, traços obsessivo-compulsivos, afectividade negativa, dificuldade em reconhecer/expressar sentimentos, perturbações do humor, ansiedade e abuso de substâncias, insatisfação com a imagem corporal, preocupação com o peso, dieta e alimentação restritivas, acontecimentos de vida adversos), familiares (IMC e psicopatologia parentais, dinâmica familiar, nível educacional materno), desenvolvimentais (problemas alimentares e obesidade na infância, gozo e críticas relativamente ao peso, puberdade precoce, adolescência) e socioculturais (género, etnia, nível socioeconómico, contextos associados ao controlo do peso, meios de comunicação social). A divulgação destes factores e “comportamentos suspeitos” por toda a comunidade médica (especialmente médicos de Medicina Geral e Familiar, que conhecem bem os doentes e familiares) e pela restante comunidade (familiares, professores e colegas, que contactam diariamente com os doentes e os conhecem melhor) permitiria actuar atempadamente, prevenindo a instalação da doença ou identificando-a em fases iniciais, melhorando o prognóstico. |
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| Autores principais: | Fernandes, Miriam Genoveva Rosinha |
| Assunto: | Anorexia nervosa Factores de risco Diagnóstico precoce Prevenção |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A globalização facilitou a difusão de hábitos e tendências, incluindo ideais de beleza associados ao culto da magreza, predispondo ao desenvolvimento de doenças do comportamento alimentar, como a Anorexia nervosa. Todavia, toda a população é exposta a estas pressões sociais, mas só alguns indivíduos manifestam a doença, assumindo-se que a mesma tenha uma etiologia multifactorial, resultante da combinação de factores de risco individuais (auto-estima, perfeccionismo, traços obsessivo-compulsivos, afectividade negativa, dificuldade em reconhecer/expressar sentimentos, perturbações do humor, ansiedade e abuso de substâncias, insatisfação com a imagem corporal, preocupação com o peso, dieta e alimentação restritivas, acontecimentos de vida adversos), familiares (IMC e psicopatologia parentais, dinâmica familiar, nível educacional materno), desenvolvimentais (problemas alimentares e obesidade na infância, gozo e críticas relativamente ao peso, puberdade precoce, adolescência) e socioculturais (género, etnia, nível socioeconómico, contextos associados ao controlo do peso, meios de comunicação social). A divulgação destes factores e “comportamentos suspeitos” por toda a comunidade médica (especialmente médicos de Medicina Geral e Familiar, que conhecem bem os doentes e familiares) e pela restante comunidade (familiares, professores e colegas, que contactam diariamente com os doentes e os conhecem melhor) permitiria actuar atempadamente, prevenindo a instalação da doença ou identificando-a em fases iniciais, melhorando o prognóstico. |
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