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Do Brasil para África: O café na viragem do Império Português (1807-1850)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Alicerçada nas correspondências dos governadores e nos projetos debatidos no parlamento português, esta tese analisa a implantação da lavra cafeeira nas possessões de Cabo Verde, Angola e São Tomé e Príncipe na primeira metade do século XIX. Nesse período, a cultura do café no ocidente passou por duas fases: primeiramente o aumento da demanda e a valorização comercial do grão após a revolta e consequente independência do Haiti, que afetaram sua oferta no mercado Atlântico, e, em seguida, a queda do preço e a popularização do consumo. Naquele momento, o Brasil tornava-se seu maior produtor, beneficiando-se do aumento da oferta de mão de obra devido à intensificação do desembarque de escravizados, que, posteriormente, foi mantido em crescimento em razão do avanço da lavoura do café; a exportação de africanos para o Brasil, por outro lado, dificultou a implementação/expansão da cultura nos domínios portugueses no Atlântico. A maior lucratividade do escambo humano, aliada à alta taxa de entrada sobre os gêneros oriundos das possessões no reino, foram um entrave para o desenvolvimento e a transformação das possessões em produtoras agrícolas. Durante esse processo de transformação e adequação das possessões, o café assumiu o protagonismo sendo considerado o substituto mercantil do escravizado na viragem do império para África.
Autores principais:Souza, Alan De Carvalho
Assunto:Café império português colônias africanas comércio atlântico Coffee Portuguese empire African colonies Atlantic trade
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Alicerçada nas correspondências dos governadores e nos projetos debatidos no parlamento português, esta tese analisa a implantação da lavra cafeeira nas possessões de Cabo Verde, Angola e São Tomé e Príncipe na primeira metade do século XIX. Nesse período, a cultura do café no ocidente passou por duas fases: primeiramente o aumento da demanda e a valorização comercial do grão após a revolta e consequente independência do Haiti, que afetaram sua oferta no mercado Atlântico, e, em seguida, a queda do preço e a popularização do consumo. Naquele momento, o Brasil tornava-se seu maior produtor, beneficiando-se do aumento da oferta de mão de obra devido à intensificação do desembarque de escravizados, que, posteriormente, foi mantido em crescimento em razão do avanço da lavoura do café; a exportação de africanos para o Brasil, por outro lado, dificultou a implementação/expansão da cultura nos domínios portugueses no Atlântico. A maior lucratividade do escambo humano, aliada à alta taxa de entrada sobre os gêneros oriundos das possessões no reino, foram um entrave para o desenvolvimento e a transformação das possessões em produtoras agrícolas. Durante esse processo de transformação e adequação das possessões, o café assumiu o protagonismo sendo considerado o substituto mercantil do escravizado na viragem do império para África.