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A imputação do facto comparticipado nos crimes de responsabilidade penal política

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Lei n.º 34/87, de 16 de julho veio consagrar a criminalização da responsabilidade dos titulares de cargos políticos e de altos cargos públicos no exercício das suas funções. Ao restringir o círculo de potenciais autores através da exigência da qualidade específica da titularidade de cargo político ou de alto cargo público introduziu uma responsabilidade penal qualificada, cujo estudo é particularmente relevante no âmbito dogmático da comparticipação. Perpassando pela intersecção dos fundamentos da responsabilidade política e a responsabilidade penal, o foco desta dissertação é a determinação do facto criminoso nos crimes de responsabilidade e dos critérios de imputação desse facto numa situação de comparticipação atenta a classificação dos tipos de ilícito como crimes específicos e crimes de violação de dever. Admitindo a possibilidade de intervenção no acontecimento criminoso de agente não qualificado (extraneus), o artigo 28.º do Código Penal, ao permitir a comunicabilidade das circunstâncias fundamentadoras da ilicitude, afigura-se de particular relevância no sistema comparticipativo português.
Autores principais:Cruz, Ana Cláudia de Barros
Assunto:Direito penal Responsabilidade penal Responsabilidade política Imputabilidade Ordenamento jurídico Portugal Teses de mestrado - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Lei n.º 34/87, de 16 de julho veio consagrar a criminalização da responsabilidade dos titulares de cargos políticos e de altos cargos públicos no exercício das suas funções. Ao restringir o círculo de potenciais autores através da exigência da qualidade específica da titularidade de cargo político ou de alto cargo público introduziu uma responsabilidade penal qualificada, cujo estudo é particularmente relevante no âmbito dogmático da comparticipação. Perpassando pela intersecção dos fundamentos da responsabilidade política e a responsabilidade penal, o foco desta dissertação é a determinação do facto criminoso nos crimes de responsabilidade e dos critérios de imputação desse facto numa situação de comparticipação atenta a classificação dos tipos de ilícito como crimes específicos e crimes de violação de dever. Admitindo a possibilidade de intervenção no acontecimento criminoso de agente não qualificado (extraneus), o artigo 28.º do Código Penal, ao permitir a comunicabilidade das circunstâncias fundamentadoras da ilicitude, afigura-se de particular relevância no sistema comparticipativo português.