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O mundo do trabalho docente, dilemas éticos e formação profissional

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Detalhes bibliográficos
Resumo:É já um lugar-comum falar-se da complexidade do mundo do trabalho dos professores, dada pela multiplicidade, instabilidade e interacção das variáveis de natureza diferente que engloba e pela variedade de papéis que se exige que eles desempenhem junto de públicos cada vez mais heterogéneos e, por vezes, hostis. Dá-se relevo às dificuldades desse trabalho, às suas racionalidades e não racionalidades, gratificações e frustrações, alegrias e sofrimentos, à reconstrução contínua da sua identidade em função da sua interacção com os locais de trabalho, à evolução dos interesses e preocupações ao longo da carreira. O que é menos comum é o destaque que se dá ao reforço do carácter ético da profissão que esses papéis envolvem e do acréscimo de responsabilidade ética e legal que eles implicam. Se, desde sempre, a docência se revestiu de um carácter ético (acentuado a partir de meados do século passado, graças à escola passar a ter um papel supletivo da família na educação sócio-moral dos alunos), esse carácter é ainda reforçado num mundo em crise de valores e na sociedade da informação. Os professores são solicitados a contribuírem para a realização dessa sociedade e ao mesmo tempo evitarem os seus efeitos perversos (Hargreaves, 2003). E, dada a constante evolução tecnológica, pede-se-lhes ainda que preparem os alunos para a utilização ética dessas tecnologias e para o estabelecimento de uma relação saudável entre o mundo real e o mundo virtual, onde passam grande parte do seu tempo. Mais do que nunca se pede que as escolas sejam espaços de aprendizagem ética e cidadã e fomentem um espírito de comunidade justa e coesa.
Autores principais:Caetano, Ana
Outros Autores:Estrela, Maria Teresa
Assunto:Dilemas dos professores Ética
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:É já um lugar-comum falar-se da complexidade do mundo do trabalho dos professores, dada pela multiplicidade, instabilidade e interacção das variáveis de natureza diferente que engloba e pela variedade de papéis que se exige que eles desempenhem junto de públicos cada vez mais heterogéneos e, por vezes, hostis. Dá-se relevo às dificuldades desse trabalho, às suas racionalidades e não racionalidades, gratificações e frustrações, alegrias e sofrimentos, à reconstrução contínua da sua identidade em função da sua interacção com os locais de trabalho, à evolução dos interesses e preocupações ao longo da carreira. O que é menos comum é o destaque que se dá ao reforço do carácter ético da profissão que esses papéis envolvem e do acréscimo de responsabilidade ética e legal que eles implicam. Se, desde sempre, a docência se revestiu de um carácter ético (acentuado a partir de meados do século passado, graças à escola passar a ter um papel supletivo da família na educação sócio-moral dos alunos), esse carácter é ainda reforçado num mundo em crise de valores e na sociedade da informação. Os professores são solicitados a contribuírem para a realização dessa sociedade e ao mesmo tempo evitarem os seus efeitos perversos (Hargreaves, 2003). E, dada a constante evolução tecnológica, pede-se-lhes ainda que preparem os alunos para a utilização ética dessas tecnologias e para o estabelecimento de uma relação saudável entre o mundo real e o mundo virtual, onde passam grande parte do seu tempo. Mais do que nunca se pede que as escolas sejam espaços de aprendizagem ética e cidadã e fomentem um espírito de comunidade justa e coesa.