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Hepatite auto-imune na gravidez

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A hepatite auto-imune é uma doença inflamatória crónica típica da mulher jovem que pode conduzir a cirrose. A relação com a gravidez estabelece-se nos dois sentidos: a hepatite auto-imune influencia a gravidez e a gravidez tem impacto no curso e expressão da doença. A evolução na gestação pode ser variável e apesar dos casos publicados na literatura apresentarem alguma diversidade nos resultados é expectável que haja estabilidade da doença durante a gravidez com aumento das exacerbações após o parto. A hepatite auto-imune pode associar-se a eventos obstétricos e neonatais desfavoráveis, particularmente na presença de cirrose. Apesar disso, a gestação pode ser segura, contudo é necessária monitorização clínica e laboratorial apertada na gravidez e após o parto. O tratamento com imunossupressores é essencial para assegurar o controlo e estabilidade da doença. Neste trabalho, apresentam-se dois casos clínicos de hepatite auto-imune com evoluções distintas. O primeiro com evolução para cirrose apresentou piores resultados com parto pré-termo às 30 semanas, recém-nascido de muito baixo peso e flare hepático após o parto. O segundo sem evidência de cirrose não teve intercorrências a destacar.
Autores principais:Carvalho, Madalena Leiria Lages de
Assunto:Hepatite auto-imune Gravidez Obstetrícia
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A hepatite auto-imune é uma doença inflamatória crónica típica da mulher jovem que pode conduzir a cirrose. A relação com a gravidez estabelece-se nos dois sentidos: a hepatite auto-imune influencia a gravidez e a gravidez tem impacto no curso e expressão da doença. A evolução na gestação pode ser variável e apesar dos casos publicados na literatura apresentarem alguma diversidade nos resultados é expectável que haja estabilidade da doença durante a gravidez com aumento das exacerbações após o parto. A hepatite auto-imune pode associar-se a eventos obstétricos e neonatais desfavoráveis, particularmente na presença de cirrose. Apesar disso, a gestação pode ser segura, contudo é necessária monitorização clínica e laboratorial apertada na gravidez e após o parto. O tratamento com imunossupressores é essencial para assegurar o controlo e estabilidade da doença. Neste trabalho, apresentam-se dois casos clínicos de hepatite auto-imune com evoluções distintas. O primeiro com evolução para cirrose apresentou piores resultados com parto pré-termo às 30 semanas, recém-nascido de muito baixo peso e flare hepático após o parto. O segundo sem evidência de cirrose não teve intercorrências a destacar.