Publicação
Novas terapêuticas neuroprotetoras adjuvantes da hipotermia no tratamento da encefalopatia hipoxico-isquémica do recém-nascido
| Resumo: | A encefalopatia hipoxico-isquémica é uma das principais causas de mortalidade e morbilidade no recém-nascido. A hipotermia induzida é, atualmente, a única terapia com benefícios reconhecidos no tratamento da encefalopatia hipoxico-isquémica. Não obstante, um número considerável de recém-nascidos fica com sequelas permanentes. O conhecimento sobre a fisiopatologia e a evolução da lesão cerebral hipoxico-isquémica tornaram possível a investigação de novas estratégias terapêuticas. As investigações atuais estão a clarificar o benefício da associação da hipotermia induzida com outras terapêuticas neuroprotetoras, sendo evidente a melhoria dos resultados clínicos. Este trabalho centra-se nas terapêuticas neuroprotetoras adjuvantes da hipotermia, atualmente em estudo, como a eritropoietina, a melatonina, o resveratrol, o canabidiol, o sulfato de magnésio, o ácido docosahexanóico, o topiramato, o xénon, o fenobarbital, o alopurinol, a N-acetilcisteína, a 2-iminobiotina, as células estaminais e o pós-condicionamento isquémico remoto. A utilização de novas terapêuticas, com atuação específica nos diferentes mecanismos de progressão do processo neurodegenerativo, e a sua combinação com a hipotermia, demonstrou ter resultados promissores, com prognósticos neurológicos mais favoráveis, em comparação com a hipotermia isoladamente. Serão necessários mais estudos pré-clínicos e clínicos para um conhecimento rigoroso da farmacocinética e farmacodinâmica das novas terapêuticas, a fim de se obter o melhor efeito clínico, com o menor efeito deletério no neurodesenvolvimento normal. No futuro, com a utilização da hipotermia em combinação com as várias terapêuticas neuroprotetoras, perspetiva-se um melhor prognóstico para o recém-nascido com encefalopatia hipoxico-isquémica, apesar de haver ainda um longo caminho de investigação a percorrer. |
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| Autores principais: | Silva, Ana Sofia Rodrigues da |
| Assunto: | Encefalopatia hipoxico-Isquémica Recém-nascido Hipotermia induzida Pediatria |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A encefalopatia hipoxico-isquémica é uma das principais causas de mortalidade e morbilidade no recém-nascido. A hipotermia induzida é, atualmente, a única terapia com benefícios reconhecidos no tratamento da encefalopatia hipoxico-isquémica. Não obstante, um número considerável de recém-nascidos fica com sequelas permanentes. O conhecimento sobre a fisiopatologia e a evolução da lesão cerebral hipoxico-isquémica tornaram possível a investigação de novas estratégias terapêuticas. As investigações atuais estão a clarificar o benefício da associação da hipotermia induzida com outras terapêuticas neuroprotetoras, sendo evidente a melhoria dos resultados clínicos. Este trabalho centra-se nas terapêuticas neuroprotetoras adjuvantes da hipotermia, atualmente em estudo, como a eritropoietina, a melatonina, o resveratrol, o canabidiol, o sulfato de magnésio, o ácido docosahexanóico, o topiramato, o xénon, o fenobarbital, o alopurinol, a N-acetilcisteína, a 2-iminobiotina, as células estaminais e o pós-condicionamento isquémico remoto. A utilização de novas terapêuticas, com atuação específica nos diferentes mecanismos de progressão do processo neurodegenerativo, e a sua combinação com a hipotermia, demonstrou ter resultados promissores, com prognósticos neurológicos mais favoráveis, em comparação com a hipotermia isoladamente. Serão necessários mais estudos pré-clínicos e clínicos para um conhecimento rigoroso da farmacocinética e farmacodinâmica das novas terapêuticas, a fim de se obter o melhor efeito clínico, com o menor efeito deletério no neurodesenvolvimento normal. No futuro, com a utilização da hipotermia em combinação com as várias terapêuticas neuroprotetoras, perspetiva-se um melhor prognóstico para o recém-nascido com encefalopatia hipoxico-isquémica, apesar de haver ainda um longo caminho de investigação a percorrer. |
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