Publicação
Obesidade abdominal na gravidez e diabetes gestacional
| Resumo: | Introdução A Diabetes Gestacional (DG) é a complicação mais comum da gravidez e está em incidência crescente. Na população geral, o tecido adiposo abdominal é um fator de risco importante para o desenvolvimento de doenças metabólicas. Na gravidez, a avaliação antropométrica encontra-se muito restrita, baseando-se apenas na evolução ponderal durante a gravidez tendo por base o índice de massa corporal pré-gestacional. A avaliação ecográfica (11-14 semanas) da espessura do tecido adiposo abdominal visceral ou subcutâneo na grávida parece ser uma potencial oportunidade para ultrapassar as limitações das medidas antropométricas e avaliar a predisposição para desenvolver distúrbios metabólicos, como a DG, durante a gestação, para uma intervenção nutricional precoce. Métodos Foi realizada uma revisão sistemática com seleção de artigos publicados de janeiro de 2000 a setembro de 2020 no PubMed. Os termos MeSH de pesquisa são “pregnancy”, “adipose tissue”, “obesity, abdominal”, “insulin resistance” e “diabetes, gestational”. Os estudos elegíveis são coorte prospetivos, em inglês. Os critérios de seleção foram: mulheres grávidas com gestações únicas ou múltiplas na primeira metade da gravidez; mulheres saudáveis ou em amostras nas quais algumas apresentam comorbilidade. O outcome primário em avaliação foi o desenvolvimento de DG. Resultados Foram identificados 1066 artigos, tendo sido selecionados a partir do título 38 para leitura do texto integral. Destes, foram incluídos 11 na revisão. O número de doentes variou entre 62 a 1048, com um total de 4931 indivíduos em todos os estudos incluídos. A idade média de todas as participantes foi de 29 anos e a prevalência média de DG de 14.2%. O outcome primário seguiu critérios de diagnósticos semelhantes, apesar de classificações distintas. Conclusão A evidência disponível à data de realização da revisão sistemática indica que a medição da espessura do tecido adiposo abdominal visceral na mulher grávida por ecografia (11-14 semanas) parece ser um bom indicador preditivo de risco de DG. |
|---|---|
| Autores principais: | Soares, Mariana Ferreira |
| Assunto: | Gravidez Obesidade abdominal Tecido adiposo Tecido adiposo visceral Diabetes gestacional Nutrição |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução A Diabetes Gestacional (DG) é a complicação mais comum da gravidez e está em incidência crescente. Na população geral, o tecido adiposo abdominal é um fator de risco importante para o desenvolvimento de doenças metabólicas. Na gravidez, a avaliação antropométrica encontra-se muito restrita, baseando-se apenas na evolução ponderal durante a gravidez tendo por base o índice de massa corporal pré-gestacional. A avaliação ecográfica (11-14 semanas) da espessura do tecido adiposo abdominal visceral ou subcutâneo na grávida parece ser uma potencial oportunidade para ultrapassar as limitações das medidas antropométricas e avaliar a predisposição para desenvolver distúrbios metabólicos, como a DG, durante a gestação, para uma intervenção nutricional precoce. Métodos Foi realizada uma revisão sistemática com seleção de artigos publicados de janeiro de 2000 a setembro de 2020 no PubMed. Os termos MeSH de pesquisa são “pregnancy”, “adipose tissue”, “obesity, abdominal”, “insulin resistance” e “diabetes, gestational”. Os estudos elegíveis são coorte prospetivos, em inglês. Os critérios de seleção foram: mulheres grávidas com gestações únicas ou múltiplas na primeira metade da gravidez; mulheres saudáveis ou em amostras nas quais algumas apresentam comorbilidade. O outcome primário em avaliação foi o desenvolvimento de DG. Resultados Foram identificados 1066 artigos, tendo sido selecionados a partir do título 38 para leitura do texto integral. Destes, foram incluídos 11 na revisão. O número de doentes variou entre 62 a 1048, com um total de 4931 indivíduos em todos os estudos incluídos. A idade média de todas as participantes foi de 29 anos e a prevalência média de DG de 14.2%. O outcome primário seguiu critérios de diagnósticos semelhantes, apesar de classificações distintas. Conclusão A evidência disponível à data de realização da revisão sistemática indica que a medição da espessura do tecido adiposo abdominal visceral na mulher grávida por ecografia (11-14 semanas) parece ser um bom indicador preditivo de risco de DG. |
|---|