Publicação
Arquitetura floral do morangueiro em cultura protegida e em substrato na região do Algarve
| Resumo: | A possibilidade de se estimar o grau de desenvolvimento da planta de morangueiro e prever o seu potencial de floração e de frutificação tem particular importância por permitir ao produtor planear e gerir de forma mais eficiente os recursos disponíveis e atuar de forma mais eficaz. O objetivo deste trabalho foi avaliar a arquitetura das plantas de morangueiro do viveiro e, após a plantação, a sua evolução ao longo do ciclo cultural para estimar o seu potencial produtivo e o período de produção. Foram objeto de estudo três combinações de cultivar/tipo de planta: ‘Dream’/tray e ‘Calinda’/raiz nua, sendo cultivares de dias-curtos (DC) e ‘Harmony’/mote, cultivar indiferente (ID), conduzidos num sistema de produção em cultura de substrato, em macrotúneis, na região de Moncarapacho (Algarve). Paralelamente, pretendeu-se determinar a época e a quantidade de floração e consequente produtividade. As plantas tray da cv. Dream e as plantas mote da cv. Harmony diferenciaram maior número de primórdios florais (inflorescências e flores) no viveiro que as plantas de raiz nua da cv. Calinda. Verificou-se um aumento gradual do número de primórdios florais ao longo do ciclo, com maior taxa de diferenciação floral nas cultivares ’Dream’ e ‘Harmony’, antevendo-se, assim, o maior potencial de produção destas duas cultivares em relação à ‘Calinda’, o que veio a confirmar-se posteriormente. O padrão de evolução dos primórdios florais foi semelhante nas duas cultivares de DC, com decréscimo da diferenciação floral no final do ciclo, enquanto na cultivar ID a diferenciação floral não cessou. A ‘Dream’ revelou ser uma cultivar precoce e em conjunto com a ‘Harmony’ apresentaram uma maior produtividade. |
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| Autores principais: | Vieira, André |
| Outros Autores: | Valdiviesso, Teresa; Oliveira, Cristina M.; Palha, Maria da Graça |
| Assunto: | cultivares dias-curtos cultivares indiferentes diferenciação floral Fragaria × ananassa tipo de planta |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A possibilidade de se estimar o grau de desenvolvimento da planta de morangueiro e prever o seu potencial de floração e de frutificação tem particular importância por permitir ao produtor planear e gerir de forma mais eficiente os recursos disponíveis e atuar de forma mais eficaz. O objetivo deste trabalho foi avaliar a arquitetura das plantas de morangueiro do viveiro e, após a plantação, a sua evolução ao longo do ciclo cultural para estimar o seu potencial produtivo e o período de produção. Foram objeto de estudo três combinações de cultivar/tipo de planta: ‘Dream’/tray e ‘Calinda’/raiz nua, sendo cultivares de dias-curtos (DC) e ‘Harmony’/mote, cultivar indiferente (ID), conduzidos num sistema de produção em cultura de substrato, em macrotúneis, na região de Moncarapacho (Algarve). Paralelamente, pretendeu-se determinar a época e a quantidade de floração e consequente produtividade. As plantas tray da cv. Dream e as plantas mote da cv. Harmony diferenciaram maior número de primórdios florais (inflorescências e flores) no viveiro que as plantas de raiz nua da cv. Calinda. Verificou-se um aumento gradual do número de primórdios florais ao longo do ciclo, com maior taxa de diferenciação floral nas cultivares ’Dream’ e ‘Harmony’, antevendo-se, assim, o maior potencial de produção destas duas cultivares em relação à ‘Calinda’, o que veio a confirmar-se posteriormente. O padrão de evolução dos primórdios florais foi semelhante nas duas cultivares de DC, com decréscimo da diferenciação floral no final do ciclo, enquanto na cultivar ID a diferenciação floral não cessou. A ‘Dream’ revelou ser uma cultivar precoce e em conjunto com a ‘Harmony’ apresentaram uma maior produtividade. |
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