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Controlo da asma : perceção do doente versus instrumentos de avaliação

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: O bom controlo da asma é frequentemente difícil de alcançar na prática clínica, estando implicados fatores relacionados com o doente, a doença e o médico. Neste estudo pretende-se avaliar o controlo da asma num grupo de doentes acompanhado em Consulta de Pneumologia, a perceção do doente sobre o controlo da sua doença e comparar os resultados do Teste de Controlo da Asma (ACT) e do Controlo da Asma e Rinite Alérgica Teste (CARAT). Métodos: Foi feita uma avaliação dos asmáticos que frequentaram a Consulta de Pneumologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte – Hospital de Santa Maria num período de 6 meses (Julho 2016 – Janeiro 2017). Para avaliação do controlo da asma foram utilizados os questionários ACT e CARAT, tendo sido questionada a perceção do doente sobre o seu controlo. Nos casos de mau controlo foram investigadas as respetivas causas. Resultados: Foram incluídos 33 doentes (54.5% do sexo feminino), dos quais 27 (81.2%) apresentavam um controlo não-ótimo da asma (ACT<25). As principais causas apuradas incluíram: baixa adesão à terapêutica/má técnica inalatória (29.6%), as infeções das vias aéreas (22.2%) e o refluxo gastroesofágico (14.8%). Verificou-se discrepância entre os resultados obtidos no ACT, CARAT e na opinião dos doentes (concordância de resultados de 57.6% ACT vs CARAT; 39.4% ACT vs opinião do doente; 54.5% CARAT vs opinião do doente). Conclusão: Uma percentagem significativa de doentes não apresenta um controlo ótimo da sua asma. A utilização de instrumentos de avaliação como o ACT e o CARAT são úteis na prática clínica, parecendo existir uma subestimação do controlo da asma com a utilização do CARAT. Pelo contrário os próprios doentes tendem a sobrestimar o controlo da sua asma. Estes dois aspetos podem justificar as discrepâncias encontradas entre o CARAT, ACT e a opinião do doente.
Autores principais:Guerreiro, Telmo Filipe Medeiros
Assunto:Asma Controlo Perceção do doente ACT-Teste de controlo da asma CARAT- Controlo da asma e rinite alérgica teste Pneumologia
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: O bom controlo da asma é frequentemente difícil de alcançar na prática clínica, estando implicados fatores relacionados com o doente, a doença e o médico. Neste estudo pretende-se avaliar o controlo da asma num grupo de doentes acompanhado em Consulta de Pneumologia, a perceção do doente sobre o controlo da sua doença e comparar os resultados do Teste de Controlo da Asma (ACT) e do Controlo da Asma e Rinite Alérgica Teste (CARAT). Métodos: Foi feita uma avaliação dos asmáticos que frequentaram a Consulta de Pneumologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte – Hospital de Santa Maria num período de 6 meses (Julho 2016 – Janeiro 2017). Para avaliação do controlo da asma foram utilizados os questionários ACT e CARAT, tendo sido questionada a perceção do doente sobre o seu controlo. Nos casos de mau controlo foram investigadas as respetivas causas. Resultados: Foram incluídos 33 doentes (54.5% do sexo feminino), dos quais 27 (81.2%) apresentavam um controlo não-ótimo da asma (ACT<25). As principais causas apuradas incluíram: baixa adesão à terapêutica/má técnica inalatória (29.6%), as infeções das vias aéreas (22.2%) e o refluxo gastroesofágico (14.8%). Verificou-se discrepância entre os resultados obtidos no ACT, CARAT e na opinião dos doentes (concordância de resultados de 57.6% ACT vs CARAT; 39.4% ACT vs opinião do doente; 54.5% CARAT vs opinião do doente). Conclusão: Uma percentagem significativa de doentes não apresenta um controlo ótimo da sua asma. A utilização de instrumentos de avaliação como o ACT e o CARAT são úteis na prática clínica, parecendo existir uma subestimação do controlo da asma com a utilização do CARAT. Pelo contrário os próprios doentes tendem a sobrestimar o controlo da sua asma. Estes dois aspetos podem justificar as discrepâncias encontradas entre o CARAT, ACT e a opinião do doente.