Publicação

A poética da água: o desenho como metáfora de movimento do mar à mão

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O mar é poderoso. O seu movimento constante, as flexões dos seus músculos aquáticos fazem uma pessoa se sentir tão impotente quanto efêmera. A partir da fenomenologia sustentada por Bachelard e Merleau-Ponty, o objetivo deste trabalho é examinar o desenho do mar ao longo da história, concentrando-nos em duas artistas contemporâneas, Vija Celmins e Joana Patrão, que demonstram a primazia, a sutileza e a complexidade do tema da água, do corpo e do tempo. Um dos sinais da predominância da efemeridade e do movimento no desenho é o lugar privilegiado ocupado pela metáfora da água e do tempo formulada por Heráclito. Com esta análise, procura-se construir uma ponte entre a filosofia e o desenho, para justificar a filiação deste último a uma poética da água. É exposta a unidade, as características estilísticas e as ligações indissolúveis entre estas artistas para demonstrar a capacidade latente do desenho para inventar maneiras de congelar o mar, enquanto fazer com que ele pareça ainda em movimento.
Autores principais:Portella, Grazielle Bruscato
Assunto:Mar Movimento Desenho Fenomenologia Tempo
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O mar é poderoso. O seu movimento constante, as flexões dos seus músculos aquáticos fazem uma pessoa se sentir tão impotente quanto efêmera. A partir da fenomenologia sustentada por Bachelard e Merleau-Ponty, o objetivo deste trabalho é examinar o desenho do mar ao longo da história, concentrando-nos em duas artistas contemporâneas, Vija Celmins e Joana Patrão, que demonstram a primazia, a sutileza e a complexidade do tema da água, do corpo e do tempo. Um dos sinais da predominância da efemeridade e do movimento no desenho é o lugar privilegiado ocupado pela metáfora da água e do tempo formulada por Heráclito. Com esta análise, procura-se construir uma ponte entre a filosofia e o desenho, para justificar a filiação deste último a uma poética da água. É exposta a unidade, as características estilísticas e as ligações indissolúveis entre estas artistas para demonstrar a capacidade latente do desenho para inventar maneiras de congelar o mar, enquanto fazer com que ele pareça ainda em movimento.