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Abordagem cirúrgica em shunts portossistémicos : uma avaliação retrospetiva

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Resumo:Shunt portossistémico é definido como uma comunicação vascular aberrante estabelecida entre as circulações portal e sistémica, resultando numa destoxificação hepática insuficiente, com consequente passagem de toxinas e metabolitos para o organismo. Doentes com esta afeção tendem a apresentar sinais clínicos, sendo a sua gravidade variável. Relativamente ao tratamento, poderá ser médico ou cirúrgico, sendo o primeiro direcionado para o controlo dos sinais clínicos sem que seja resolvida a malformação. O presente estudo pretendeu, através de um inquérito realizado a Médicos Veterinários, caracterizar os casos clínicos de shunts portossistémicos na atualidade, confrontando os dados obtidos com aqueles descritos na literatura. O trabalho em questão foi composto por um total de 91 casos, pertencentes a diversas áreas geográficas. A amostra em estudo foi composta maioritariamente por canídeos (89%), cujas raças com maior representatividade foram a Yorkshire Terrier (19%) e Schnauzer miniatura (12%). Relativamente ao tipo de tratamento instituído, a terapêutica médica foi selecionada em 4% dos casos, enquanto a correção cirúrgica foi realizada em 17%. A combinação de terapêuticas foi a opção com maior representatividade, contando com 79% da amostra. A terapêutica médica incluiu diversos componentes, sendo a lactulose oral (100%), a dieta com restrição proteica (87%) e a administração de levetiracetam (42%) os constituintes apontados em maior escala. Quanto à correção cirúrgica, apesar de terem sido realizadas outras técnicas cirúrgicas nos casos em estudo, a colocação de banda de celofane foi a opção com maior representatividade, tendo sido selecionada em 39% da amostra, seguida do recurso a anel constritor ameróide (31%). As complicações cirúrgicas foram verificadas em 59% da amostra, sendo a sintomatologia neurológica a mais frequentemente descrita (18%), seguida do fluxo residual (13%). A mortalidade pós-cirúrgica foi de 9% da amostra. O estudo levado a cabo com base neste inquérito revelou resultados bastante próximos dos atualmente descritos na literatura
Autores principais:Baptista, Filipa Franco Nobre
Assunto:Caracterização Cirurgia Retrospetivo Shunt portossistémico Tratamento Characterization Surgery Retrospective Portosystemic shunt Treatment
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Shunt portossistémico é definido como uma comunicação vascular aberrante estabelecida entre as circulações portal e sistémica, resultando numa destoxificação hepática insuficiente, com consequente passagem de toxinas e metabolitos para o organismo. Doentes com esta afeção tendem a apresentar sinais clínicos, sendo a sua gravidade variável. Relativamente ao tratamento, poderá ser médico ou cirúrgico, sendo o primeiro direcionado para o controlo dos sinais clínicos sem que seja resolvida a malformação. O presente estudo pretendeu, através de um inquérito realizado a Médicos Veterinários, caracterizar os casos clínicos de shunts portossistémicos na atualidade, confrontando os dados obtidos com aqueles descritos na literatura. O trabalho em questão foi composto por um total de 91 casos, pertencentes a diversas áreas geográficas. A amostra em estudo foi composta maioritariamente por canídeos (89%), cujas raças com maior representatividade foram a Yorkshire Terrier (19%) e Schnauzer miniatura (12%). Relativamente ao tipo de tratamento instituído, a terapêutica médica foi selecionada em 4% dos casos, enquanto a correção cirúrgica foi realizada em 17%. A combinação de terapêuticas foi a opção com maior representatividade, contando com 79% da amostra. A terapêutica médica incluiu diversos componentes, sendo a lactulose oral (100%), a dieta com restrição proteica (87%) e a administração de levetiracetam (42%) os constituintes apontados em maior escala. Quanto à correção cirúrgica, apesar de terem sido realizadas outras técnicas cirúrgicas nos casos em estudo, a colocação de banda de celofane foi a opção com maior representatividade, tendo sido selecionada em 39% da amostra, seguida do recurso a anel constritor ameróide (31%). As complicações cirúrgicas foram verificadas em 59% da amostra, sendo a sintomatologia neurológica a mais frequentemente descrita (18%), seguida do fluxo residual (13%). A mortalidade pós-cirúrgica foi de 9% da amostra. O estudo levado a cabo com base neste inquérito revelou resultados bastante próximos dos atualmente descritos na literatura