Publicação
Estudo da susceptibilidade de Campylobacter spp. aos macrólidos e às fluoroquinolonas em estirpes isoladas em hospitais portugueses
| Resumo: | As infecções causadas por Campylobacter spp. podem manifestam-se como uma gastroenterite auto-limitada ou diarreia severa. Também podem surgir complicações secundárias como o sindroma de Guillian-Barré. Publicações recentes indicaram Campylobacter como uma das principais causas de doenças de origem alimentar em muitos países na Europa, ultrapassando claramente antigos agentes, como Salmonella não-tifoide. Além disso, estudos recentes na Europa relatam um preocupante aumento da resistência de Campylobacter às fluoroquinolonas. Um relatório de 2003, citou Portugal como o único país entre os 18 Estados europeus que não tinha qualquer sistema de vigilância para infecções Campylobacter em 2000. Cinco laboratórios hospitalares portugueses participaram neste estudo, através do fornecimento de estirpes isoladas e armazenadas de 2003-2005 e / ou estirpes isoladas durante 2006 e 2007, a partir de cultura de fezes. Apenas uma amostra por paciente foi incluída. Foram executados testes de sensibilidade às 123 amostras disponibilizadas pelos cinco laboratórios. A actividade de três fluoroquinolonas (ciprofloxacina, moxifloxacina e gatifloxacina) e dois macrólidos (eritromicina e azitromicina) foram testadas usando tiras E-test ® bem como a ciprofloxacina e a eritromicina pelo método disco difusão. Dos 123 Campylobacter isolados, 110 foram identificados como Campylobacter jejuni e 13 como Campylobacter coli. Um total de 80,5%, 51,2% e 47,2% Campylobacter foram resistentes respectivamente à ciprofloxacina, moxifloxacina e gatifloxacina e 6,5% foram resistentes aos macrólidos. Este estudo fornece alguns dados sobre a situação actual da resistência ás fluoroquinolonas e aos macrólidos em Portugal. Os resultados sugerem que a terapêutica empírica com quinolonas, por si só, poderá não ser uma opção para o tratamento da gastroenterite mais grave em Portugal, quando Campylobacter é a causa. Este estudo também evidencia a importância de uma aplicação adequada e actualizada de notificação das infecções por Campylobacter. |
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| Autores principais: | Vicente, Adília Maria Arinto de Almeida, 1960- |
| Assunto: | Campylobacter Fluoroquinolonas Macrólidos Resistência Portugal Teses de mestrado - 2009 |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As infecções causadas por Campylobacter spp. podem manifestam-se como uma gastroenterite auto-limitada ou diarreia severa. Também podem surgir complicações secundárias como o sindroma de Guillian-Barré. Publicações recentes indicaram Campylobacter como uma das principais causas de doenças de origem alimentar em muitos países na Europa, ultrapassando claramente antigos agentes, como Salmonella não-tifoide. Além disso, estudos recentes na Europa relatam um preocupante aumento da resistência de Campylobacter às fluoroquinolonas. Um relatório de 2003, citou Portugal como o único país entre os 18 Estados europeus que não tinha qualquer sistema de vigilância para infecções Campylobacter em 2000. Cinco laboratórios hospitalares portugueses participaram neste estudo, através do fornecimento de estirpes isoladas e armazenadas de 2003-2005 e / ou estirpes isoladas durante 2006 e 2007, a partir de cultura de fezes. Apenas uma amostra por paciente foi incluída. Foram executados testes de sensibilidade às 123 amostras disponibilizadas pelos cinco laboratórios. A actividade de três fluoroquinolonas (ciprofloxacina, moxifloxacina e gatifloxacina) e dois macrólidos (eritromicina e azitromicina) foram testadas usando tiras E-test ® bem como a ciprofloxacina e a eritromicina pelo método disco difusão. Dos 123 Campylobacter isolados, 110 foram identificados como Campylobacter jejuni e 13 como Campylobacter coli. Um total de 80,5%, 51,2% e 47,2% Campylobacter foram resistentes respectivamente à ciprofloxacina, moxifloxacina e gatifloxacina e 6,5% foram resistentes aos macrólidos. Este estudo fornece alguns dados sobre a situação actual da resistência ás fluoroquinolonas e aos macrólidos em Portugal. Os resultados sugerem que a terapêutica empírica com quinolonas, por si só, poderá não ser uma opção para o tratamento da gastroenterite mais grave em Portugal, quando Campylobacter é a causa. Este estudo também evidencia a importância de uma aplicação adequada e actualizada de notificação das infecções por Campylobacter. |
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