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Depressão pós-parto : fatores de risco em mães de bebés pré-termo

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Resumo:Introdução: A depressão pós-parto é um sério problema de saúde mental cuja probabilidade de incidência é mais elevada entre as mães de bebés pré-termo do que entre as mães de bebés de termo. A experiência de maternidade é diferente em cada um dos grupos, sendo que as vivências específicas das mães dos bebés pré-termo parecem estar associadas a uma vulnerabilidade psicológica acrescida. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo compreender se variáveis como a perceção de competência para a maternidade, perceção do temperamento do bebé, perceção de stresse e perceção de apoio social funcionam como fatores que predispõem ou protegem as mães dos bebés pré-termo face à depressão pós-parto. Procedimento: Na Consulta de Desenvolvimento da Maternidade Dr. Alfredo da Costa, foram recolhidos dados acerca de 25 mães de bebés pré-termo (2-14 meses de idade cronológica), através dos seguintes instrumentos: Questionário Sociodemográfico e Clínico, Escala de Sentimento de Competência Parental (Ferreira, Veríssimo, Santos, Fernandes & Cardoso, 2011), Escalas da Culpa e da Vergonha (Geada, 2003), Questionário de Características do Bebé (Carneiro, Dias, Magalhães, Soares, Rangel-Henriques, Silva, Marques & Baptista, 2013), Questionário da Diferença Bebé Imaginário vs. Bebé Real (Chagas, Maltez, Miranda & Justo, 2015), Escala de Satisfação com o Suporte Social (Pais-Ribeiro, 1999), Escala de Perceção de Stresse (Pais-Ribeiro & Marques, 2009) e Escala de Depressão Pós-parto de Edimburgo (Areias, Kumar, Barros & Figueiredo, 1996). Resultados: As análises de regressão múltipla permitiram verificar que a eficácia e a satisfação com o papel materno, os medos da mãe relacionados com o significado do comportamento do bebé, a perceção de apoio social na relação íntima e nas atividades sociais bem como a perceção materna de stresse se associam à depressão pós-parto na amostra do presente estudo. As variáveis relativas à idade do bebé no momento da alta, ao género do bebé, à história passada de interrupções de gravidez e à vivência de complicações de saúde do bebé durante a gravidez surgiram, igualmente, como associadas à sintomatologia depressiva no período pós-parto. Conclusão: Perceções maternas face ao papel materno, face ao bebé pré-termo e face ao período pós-parto e variáveis pediátricas e obstétricas dão contributos significativos para a explicação da sintomatologia depressiva pós-parto em mães de bebés pré-termo.
Autores principais:Pereira, Susana Patrícia de Melo Pepe
Assunto:Depressão pós-parto Fatores de risco Prematuros Teses de mestrado - 2016
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A depressão pós-parto é um sério problema de saúde mental cuja probabilidade de incidência é mais elevada entre as mães de bebés pré-termo do que entre as mães de bebés de termo. A experiência de maternidade é diferente em cada um dos grupos, sendo que as vivências específicas das mães dos bebés pré-termo parecem estar associadas a uma vulnerabilidade psicológica acrescida. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo compreender se variáveis como a perceção de competência para a maternidade, perceção do temperamento do bebé, perceção de stresse e perceção de apoio social funcionam como fatores que predispõem ou protegem as mães dos bebés pré-termo face à depressão pós-parto. Procedimento: Na Consulta de Desenvolvimento da Maternidade Dr. Alfredo da Costa, foram recolhidos dados acerca de 25 mães de bebés pré-termo (2-14 meses de idade cronológica), através dos seguintes instrumentos: Questionário Sociodemográfico e Clínico, Escala de Sentimento de Competência Parental (Ferreira, Veríssimo, Santos, Fernandes & Cardoso, 2011), Escalas da Culpa e da Vergonha (Geada, 2003), Questionário de Características do Bebé (Carneiro, Dias, Magalhães, Soares, Rangel-Henriques, Silva, Marques & Baptista, 2013), Questionário da Diferença Bebé Imaginário vs. Bebé Real (Chagas, Maltez, Miranda & Justo, 2015), Escala de Satisfação com o Suporte Social (Pais-Ribeiro, 1999), Escala de Perceção de Stresse (Pais-Ribeiro & Marques, 2009) e Escala de Depressão Pós-parto de Edimburgo (Areias, Kumar, Barros & Figueiredo, 1996). Resultados: As análises de regressão múltipla permitiram verificar que a eficácia e a satisfação com o papel materno, os medos da mãe relacionados com o significado do comportamento do bebé, a perceção de apoio social na relação íntima e nas atividades sociais bem como a perceção materna de stresse se associam à depressão pós-parto na amostra do presente estudo. As variáveis relativas à idade do bebé no momento da alta, ao género do bebé, à história passada de interrupções de gravidez e à vivência de complicações de saúde do bebé durante a gravidez surgiram, igualmente, como associadas à sintomatologia depressiva no período pós-parto. Conclusão: Perceções maternas face ao papel materno, face ao bebé pré-termo e face ao período pós-parto e variáveis pediátricas e obstétricas dão contributos significativos para a explicação da sintomatologia depressiva pós-parto em mães de bebés pré-termo.