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Avaliação epidemiológica da distribuição da espécie Ornithodoros erraticus no Alentejo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O Ornithodoros erraticus é um argasídeo que pode ser vector de doenças infecciosas tais como a Febre Recorrente Hispano-Africana no Homem e a Peste Suína Africana em suínos. Em Portugal, os Ornithodoros erraticus encontram-se em construções antiquadas, rudimentares, de pedra e taipa que servem para albergar os suínos no campo e que são designadas localmente de “malhadas antigas”. Com este estudo, pretendeu-se averiguar a presença do parasita em explorações de suínos em regime extensivo no Alentejo com estas instalações para posteriormente ser avaliado em laboratório como potencial vector de agentes infecciosos. Para tal, realizou-se, preliminarmente, um inquérito acerca do argasídeo em estudo e os seus possíveis locais de presença a 76 Médicos Veterinários assistentes de explorações de suínos em regime extensivo, seleccionados a partir de várias bases de dados locais e nacionais. Após a análise dos resultados do inquérito, os concelhos reportados com maior número de “malhadas antigas” foram os concelhos de Ourique (26), Almodôvar (9), Évora (7) e Castro Verde (6). Treze Médicos Veterinários inquiridos relataram a presença de lesões cutâneas características do argasídeo nos suínos. Dez afirmaram observá-las na exploração, enquanto três observam-nas após abate. Realizaram-se posteriormente deslocações a 33 explorações, em 10 concelhos do Alentejo, consideradas com potencial para albergar o parasita. Efectuou-se pesquisa manual em 23 explorações e colocaram-se armadilhas de CO2 em 26 explorações. A armadilha de CO2 revelou-se mais eficaz na captura do argasídeo do que a pesquisa manual. A utilização das armadilhas de CO2 permitiu a captura de O. erraticus em todas as explorações infestadas, ao passo que a colheita manual apenas foi eficaz em 55% destas. Recolheram-se exemplares de O. erraticus em 9 explorações. Uma no concelho de Almodôvar, duas no concelho de Castro Verde e seis no concelho de Ourique. Em 8 das explorações onde se efectuaram capturas do argasídeo, as edificações eram de pedra e taipa e o chão de terra e numa as paredes eram de alvenaria com fendas e o piso era de cimento com brechas. Duas destas explorações estavam desocupadas, estando sem animais domésticos há 3 meses num caso e há 2 anos no outro. Através deste estudo foi possível concluir que o O. erraticus ainda está presente em várias explorações de suínos no Baixo Alentejo e pode ser vector de agentes infecciosos para humanos e animais.
Autores principais:Figueiredo, Miguel da Costa
Assunto:Ornithodoros erraticus Inquérito Malhadas antigas Alentejo Questionnaire Old premises
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:trabalho de fim de curso
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O Ornithodoros erraticus é um argasídeo que pode ser vector de doenças infecciosas tais como a Febre Recorrente Hispano-Africana no Homem e a Peste Suína Africana em suínos. Em Portugal, os Ornithodoros erraticus encontram-se em construções antiquadas, rudimentares, de pedra e taipa que servem para albergar os suínos no campo e que são designadas localmente de “malhadas antigas”. Com este estudo, pretendeu-se averiguar a presença do parasita em explorações de suínos em regime extensivo no Alentejo com estas instalações para posteriormente ser avaliado em laboratório como potencial vector de agentes infecciosos. Para tal, realizou-se, preliminarmente, um inquérito acerca do argasídeo em estudo e os seus possíveis locais de presença a 76 Médicos Veterinários assistentes de explorações de suínos em regime extensivo, seleccionados a partir de várias bases de dados locais e nacionais. Após a análise dos resultados do inquérito, os concelhos reportados com maior número de “malhadas antigas” foram os concelhos de Ourique (26), Almodôvar (9), Évora (7) e Castro Verde (6). Treze Médicos Veterinários inquiridos relataram a presença de lesões cutâneas características do argasídeo nos suínos. Dez afirmaram observá-las na exploração, enquanto três observam-nas após abate. Realizaram-se posteriormente deslocações a 33 explorações, em 10 concelhos do Alentejo, consideradas com potencial para albergar o parasita. Efectuou-se pesquisa manual em 23 explorações e colocaram-se armadilhas de CO2 em 26 explorações. A armadilha de CO2 revelou-se mais eficaz na captura do argasídeo do que a pesquisa manual. A utilização das armadilhas de CO2 permitiu a captura de O. erraticus em todas as explorações infestadas, ao passo que a colheita manual apenas foi eficaz em 55% destas. Recolheram-se exemplares de O. erraticus em 9 explorações. Uma no concelho de Almodôvar, duas no concelho de Castro Verde e seis no concelho de Ourique. Em 8 das explorações onde se efectuaram capturas do argasídeo, as edificações eram de pedra e taipa e o chão de terra e numa as paredes eram de alvenaria com fendas e o piso era de cimento com brechas. Duas destas explorações estavam desocupadas, estando sem animais domésticos há 3 meses num caso e há 2 anos no outro. Através deste estudo foi possível concluir que o O. erraticus ainda está presente em várias explorações de suínos no Baixo Alentejo e pode ser vector de agentes infecciosos para humanos e animais.