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Neoplasias não definidoras de SIDA como diagnóstico final de internamento num serviço de infeciologia em doentes com infeção por VIH

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Resumo:Introdução: A introdução da terapêutica antirretroviral combinada resultou numa melhoria significativa da morbilidade e mortalidade dos doentes com infeção por Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), alterando a epidemiologia das doenças oncológicas neste grupo de doentes. Ocorreu uma diminuição na incidência de neoplasias definidoras de SIDA (NDS) e um aumento da incidência de neoplasias não definidoras de SIDA (NNDS). Os doentes infetados por VIH apresentam um risco superior ao da população geral para o desenvolvimento de determinadas neoplasias. Objetivo: Caracterização da epidemiologia das NNDS em doentes com infeção por VIH num ambiente hospitalar, análise do espectro de malignidades diagnosticadas e caracterização demográfica, clínica e imunológica da população em estudo. Métodos: Estudo de coorte retrospetivo para avaliação de doentes adultos com infeção por VIH com diagnóstico final de internamento de NNDS, no Serviço de Infeciologia do Hospital Garcia de Orta, no período entre janeiro de 2017 e dezembro de 2022. Resultados: Foram identificados 19 casos de NNDS, sendo a maioria do sexo masculino (78,9%), de naturalidade portuguesa (68,4%) e com idade mediana de 57,5 anos. As neoplasias mais frequentes foram a neoplasia do pulmão (15,8%), do rim (15,8%), de cabeça e pescoço (15,8%), de pele (10,5%) e hepáticas (10,5%). O tempo médio entre o diagnóstico da infeção por VIH e o diagnóstico da NNDS foi de 13,5 ± 6,8 anos. A maioria dos doentes estava sob TARV (89,5%), encontrando-se imunologicamente controlado. A maioria apresentava doença localizada ao diagnóstico (63,2%) e apresentou boa evolução. Registaram-se três mortes. Conclusões: Atualmente, o rastreio de neoplasias nos doentes com infeção por VIH é similar ao aplicado à restante população, sendo fundamental o desenvolvimento de políticas de prevenção específicas para os doentes com infeção por VIH.
Autores principais:Marques, Inês Oliveira
Assunto:Infeção por VIH Neoplasias Neoplasias não definidoras de SIDA Terapêutica antirretroviral Doenças transmissíveis
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A introdução da terapêutica antirretroviral combinada resultou numa melhoria significativa da morbilidade e mortalidade dos doentes com infeção por Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), alterando a epidemiologia das doenças oncológicas neste grupo de doentes. Ocorreu uma diminuição na incidência de neoplasias definidoras de SIDA (NDS) e um aumento da incidência de neoplasias não definidoras de SIDA (NNDS). Os doentes infetados por VIH apresentam um risco superior ao da população geral para o desenvolvimento de determinadas neoplasias. Objetivo: Caracterização da epidemiologia das NNDS em doentes com infeção por VIH num ambiente hospitalar, análise do espectro de malignidades diagnosticadas e caracterização demográfica, clínica e imunológica da população em estudo. Métodos: Estudo de coorte retrospetivo para avaliação de doentes adultos com infeção por VIH com diagnóstico final de internamento de NNDS, no Serviço de Infeciologia do Hospital Garcia de Orta, no período entre janeiro de 2017 e dezembro de 2022. Resultados: Foram identificados 19 casos de NNDS, sendo a maioria do sexo masculino (78,9%), de naturalidade portuguesa (68,4%) e com idade mediana de 57,5 anos. As neoplasias mais frequentes foram a neoplasia do pulmão (15,8%), do rim (15,8%), de cabeça e pescoço (15,8%), de pele (10,5%) e hepáticas (10,5%). O tempo médio entre o diagnóstico da infeção por VIH e o diagnóstico da NNDS foi de 13,5 ± 6,8 anos. A maioria dos doentes estava sob TARV (89,5%), encontrando-se imunologicamente controlado. A maioria apresentava doença localizada ao diagnóstico (63,2%) e apresentou boa evolução. Registaram-se três mortes. Conclusões: Atualmente, o rastreio de neoplasias nos doentes com infeção por VIH é similar ao aplicado à restante população, sendo fundamental o desenvolvimento de políticas de prevenção específicas para os doentes com infeção por VIH.