Publicação
Lembranças imprevistas
| Resumo: | A dissertação defende uma definição de memória como uma comparação entre a descrição de percepções do passado e a descrição de percepções do presente. No capítulo I introduz-se a discussão de uma definição de memória como reviver o passado como se o tempo não tivesse evoluído, mostrando a impossibilidade de resolução dos dois grandes problemas que dela surgem. No capítulo II, tendo em vista uma nova definição de memória, procura-se definir o modo como os objectos servem de meio para aceder a lembranças previstas, ao mesmo tempo que podem também ser causa de lembranças imprevistas. No capítulo III mostra-se como da nossa definição de memória nasce o problema de, por um lado, sendo os objectos identificados e determinados pelas pessoas, não há maneira de distinguir entre uma descrição falsa e uma descrição verdadeira; por outro lado, conciliar no mesmo objecto o meio e a causa. Tentamos então resolver o problema através da conjunção e conciliação numa mesma coisa de questões de facto e questões de interesse, mostrando que não há contradição entre algo definido de maneira diferente por cada pessoa e algo que tem questões sobre as quais as pessoas podem estar em acordo ou em desacordo. |
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| Autores principais: | Cabral, Maria Luísa Costa |
| Assunto: | Memória Representações mentais Filosofia literária |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A dissertação defende uma definição de memória como uma comparação entre a descrição de percepções do passado e a descrição de percepções do presente. No capítulo I introduz-se a discussão de uma definição de memória como reviver o passado como se o tempo não tivesse evoluído, mostrando a impossibilidade de resolução dos dois grandes problemas que dela surgem. No capítulo II, tendo em vista uma nova definição de memória, procura-se definir o modo como os objectos servem de meio para aceder a lembranças previstas, ao mesmo tempo que podem também ser causa de lembranças imprevistas. No capítulo III mostra-se como da nossa definição de memória nasce o problema de, por um lado, sendo os objectos identificados e determinados pelas pessoas, não há maneira de distinguir entre uma descrição falsa e uma descrição verdadeira; por outro lado, conciliar no mesmo objecto o meio e a causa. Tentamos então resolver o problema através da conjunção e conciliação numa mesma coisa de questões de facto e questões de interesse, mostrando que não há contradição entre algo definido de maneira diferente por cada pessoa e algo que tem questões sobre as quais as pessoas podem estar em acordo ou em desacordo. |
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