Publicação
Utilização de subprodutos de culturas hortícolas em substratos para sementeira
| Resumo: | Este trabalho visou estudar a viabilidade do uso de matérias-primas renováveis e de elevada disponibilidade oriundas do sector hortícola, na formulação de substratos alternativos para germinação de sementes em viveiros. Utilizaram-se como matérias-primas os subprodutos das culturas de Solanum lycopersicum L. (tomate), de Curcubita pepo L., (aboborinha), de Allium cepa L. (cebola) e da Brassica oleracea L. var italica Plenk (couve-brócolo). Germinaram-se sementes de sete espécies das principais famílias de hortícolas (alface, couve-brócolo, espinafre, tomate, meloa, salsa, coentro) em misturas de turfa e subproduto hortícola. As misturas tiveram diferentes proporções (6%, 12,5%, 25%, 37,5% e 50%) das matérias-primas, previamente desidratadas, trituradas e descontaminadas. A turfa e a fibra de coco foram utilizadas como controlo. A adição à turfa dos subprodutos que continham muito tecido foliar originou uma redução da germinação e crescimento das plantas de 80-100%, aspeto mais acentuado quando houve substituição superior a 25%. Esta inibição de germinação e de crescimento poderá estar associada ao aumento da retenção de água disponível, à libertação de compostos presentes nestes órgãos e eventualmente a alguma fitotoxicidade de algum nutriente. Nas espécies germinadas, o crescimento das plantas nas misturas feitas com caules de tomate foi igual, ou superior, ao crescimento observado no controlo. Assim, no tomateiro germinaram 8 sementes em 10 possíveis, germinando no controlo 9 sementes em 10 possíveis. Na cultura da meloa, germinaram 6 em 10 possíveis e no controlo germinaram 5 em 10 possíveis, demonstrando assim estes subprodutos serem uma alternativa viável e mais sustentável do que o substrato comercial comumente utilizado. A fertilização só foi aplicada de forma pontual, não influenciando os resultados obtidos. Os subprodutos oriundos da cultura do tomate demonstraram ser substitutos parciais da turfa, podendo ser utilizados na formulação de substratos para germinação em viveiros de hortícolas, desde que não seja degradada a estrutura do alvéolo. |
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| Autores principais: | Bernardino, Joana da Costa Mesquita Pinhal |
| Assunto: | resíduos hortícolas meio de germinação turfa propagação em viveiro propagação em viveiro circularidade horticultural waste germination medium peat nursery propagation circularity |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este trabalho visou estudar a viabilidade do uso de matérias-primas renováveis e de elevada disponibilidade oriundas do sector hortícola, na formulação de substratos alternativos para germinação de sementes em viveiros. Utilizaram-se como matérias-primas os subprodutos das culturas de Solanum lycopersicum L. (tomate), de Curcubita pepo L., (aboborinha), de Allium cepa L. (cebola) e da Brassica oleracea L. var italica Plenk (couve-brócolo). Germinaram-se sementes de sete espécies das principais famílias de hortícolas (alface, couve-brócolo, espinafre, tomate, meloa, salsa, coentro) em misturas de turfa e subproduto hortícola. As misturas tiveram diferentes proporções (6%, 12,5%, 25%, 37,5% e 50%) das matérias-primas, previamente desidratadas, trituradas e descontaminadas. A turfa e a fibra de coco foram utilizadas como controlo. A adição à turfa dos subprodutos que continham muito tecido foliar originou uma redução da germinação e crescimento das plantas de 80-100%, aspeto mais acentuado quando houve substituição superior a 25%. Esta inibição de germinação e de crescimento poderá estar associada ao aumento da retenção de água disponível, à libertação de compostos presentes nestes órgãos e eventualmente a alguma fitotoxicidade de algum nutriente. Nas espécies germinadas, o crescimento das plantas nas misturas feitas com caules de tomate foi igual, ou superior, ao crescimento observado no controlo. Assim, no tomateiro germinaram 8 sementes em 10 possíveis, germinando no controlo 9 sementes em 10 possíveis. Na cultura da meloa, germinaram 6 em 10 possíveis e no controlo germinaram 5 em 10 possíveis, demonstrando assim estes subprodutos serem uma alternativa viável e mais sustentável do que o substrato comercial comumente utilizado. A fertilização só foi aplicada de forma pontual, não influenciando os resultados obtidos. Os subprodutos oriundos da cultura do tomate demonstraram ser substitutos parciais da turfa, podendo ser utilizados na formulação de substratos para germinação em viveiros de hortícolas, desde que não seja degradada a estrutura do alvéolo. |
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