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O método dinheiro na economia da Filosofia do Dinheiro

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Não sendo nem o objecto, nem o fim da Filosofia do Dinheiro, o dinheiro é antes a materialização e prolongamento de uma epistemologia proposta por Simmel. Esta, o relativismo, já com implicações ontológicas mais tarde desenvolvidas no seu conceito de individualidade, visa imunizar o conhecimento dos ataques cépticos. Fundando o conhecimento por o não fundar, por não o assentar em verdade improvada, substancial e petrificada, faz o conhecimento auto-sustentar-se ao colocar circunstancialmente em dependência recíproca e dinâmica todos os seus conteúdos. O dinheiro, a reciprocidade objectiva ligadora dos conteúdos mais improváveis, em seu contínuo movimento, já imperfeitamente com os atributos do que será a categoria simmeliana de vida, é então o método da Filosofia do Dinheiro explicando e viabilizando a variedade de temas aí tratados; é, mais que etimologicamente, o caminho (parte analítica) para o fim (parte sintética) da obra e da própria filosofia: compreender, pela interdependência das coisas, o todo.
Autores principais:Marques, Francisco Felizol
Assunto:Simmel, Georg, 1858-1918 - Crítica e interpretação Relativismo Dinheiro Vida
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Não sendo nem o objecto, nem o fim da Filosofia do Dinheiro, o dinheiro é antes a materialização e prolongamento de uma epistemologia proposta por Simmel. Esta, o relativismo, já com implicações ontológicas mais tarde desenvolvidas no seu conceito de individualidade, visa imunizar o conhecimento dos ataques cépticos. Fundando o conhecimento por o não fundar, por não o assentar em verdade improvada, substancial e petrificada, faz o conhecimento auto-sustentar-se ao colocar circunstancialmente em dependência recíproca e dinâmica todos os seus conteúdos. O dinheiro, a reciprocidade objectiva ligadora dos conteúdos mais improváveis, em seu contínuo movimento, já imperfeitamente com os atributos do que será a categoria simmeliana de vida, é então o método da Filosofia do Dinheiro explicando e viabilizando a variedade de temas aí tratados; é, mais que etimologicamente, o caminho (parte analítica) para o fim (parte sintética) da obra e da própria filosofia: compreender, pela interdependência das coisas, o todo.