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Património à mesa dos macaenses em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os eventos do Partido dos Comes e Bebes (PCB) reúnem várias dezenas de macaenses em Lisboa para celebrarem um calendário de eventos que, à semelhança do que acontecia em Macau, marcam também as suas vidas em Portugal. Neste enquadramento, o PCB e as suas festas constituem uma forma de integração, funcionamento e manutenção da comunidade macaense no país de acolhi mento, proporcionando aos que nelas participam um lugar de memória para a construção de uma identidade macaense, sobretudo por meio da saudosa comida que se identifica, cheira e saboreia, de resto, a principal atração destes encontros. Neste artigo procurarei demonstrar como a produção de reuniões de comensalidade por parte do PCB revelam ser não só uma expressão de comunhão entre os vários membros da comunidade, como reforçam ainda o sentimento coletivo da permanência do grupo ao longo do tempo. Para além disso, analisarei de que forma a reivindicação e manutenção de uma cultura e etnicidade específica macaense tem vindo a ser reforçada pelos poderes políticos de Macau e da China através da patrimonialização imaterial de itens culturais como a gastronomia macaense, inscrita na lista do Património Cultural Imaterial da Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China (RAEM).
Autores principais:Gaspar, Marisa C.
Assunto:Macaenses Diáspora (Portugal) Património gastronómico Macanese Diaspora (Portugal) Gastronomic heritage
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os eventos do Partido dos Comes e Bebes (PCB) reúnem várias dezenas de macaenses em Lisboa para celebrarem um calendário de eventos que, à semelhança do que acontecia em Macau, marcam também as suas vidas em Portugal. Neste enquadramento, o PCB e as suas festas constituem uma forma de integração, funcionamento e manutenção da comunidade macaense no país de acolhi mento, proporcionando aos que nelas participam um lugar de memória para a construção de uma identidade macaense, sobretudo por meio da saudosa comida que se identifica, cheira e saboreia, de resto, a principal atração destes encontros. Neste artigo procurarei demonstrar como a produção de reuniões de comensalidade por parte do PCB revelam ser não só uma expressão de comunhão entre os vários membros da comunidade, como reforçam ainda o sentimento coletivo da permanência do grupo ao longo do tempo. Para além disso, analisarei de que forma a reivindicação e manutenção de uma cultura e etnicidade específica macaense tem vindo a ser reforçada pelos poderes políticos de Macau e da China através da patrimonialização imaterial de itens culturais como a gastronomia macaense, inscrita na lista do Património Cultural Imaterial da Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China (RAEM).