Publicação

Uma prisão à margem da cidade

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente dissertação constitui uma reflexão e estudo em torno da génese e desenvolvimento dos Estabelecimentos Prisionais e da sua evolução tipológica. Atualmente, a prisão apresenta-se longe dos ideais oitocentistas que estabeleceram as bases do nascimento das prisões, encontram-se soluções mais humanizadas no tratamento e nas condições dadas aos reclusos, sustentando a reabilitação e eficácia da reinserção social com o intuito de prever a reincidência criminal e evitar que voltem para as instituições. A frente ribeirinha da Trafaria foi alvo de vários planos para a defesa marítima que acabaram por originar algumas Fortificações. Entre elas merece destaque o Forte da Nossa Senhora da Saúde da Trafaria, o lugar de intervenção do projeto da presente dissertação. O Forte da Trafaria, erigido no início do século XVI, tal como muitos outros, sofreu várias alterações para se adaptar aos diferentes usos. Não obstante, permanece devoluto, por isso, decidiu-se apresentar uma proposta para a sua reabilitação e reativação. O Forte tem qualidades que, em nosso entender, lhe permitem desempenhar eficazmente uma outra função, sendo esse o propósito e objetivo do projeto, a projeção de um novo estabelecimento prisional feminino de baixa segurança e como resposta à vertente da reabilitação. Este estabelecimento visa sustentar uma prisão moderna e humanizada, não só pela sobrelotação que o sistema prisional português revela, como pelo estado de degradação das prisões que se encontram ativas em Portugal. Para isso, foi necessário estudar alguns modelos e estratégias de controle e vigilância da arquitetura prisional, bem como, os mecanismos e técnicas utilizadas no espaço prisional que apresentam bons resultados no processo de reinserção do recluso.
Autores principais:Firmino, Inês Maria Gaspar
Assunto:arquitetura prisional reabilitação reinserção social humanização
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A presente dissertação constitui uma reflexão e estudo em torno da génese e desenvolvimento dos Estabelecimentos Prisionais e da sua evolução tipológica. Atualmente, a prisão apresenta-se longe dos ideais oitocentistas que estabeleceram as bases do nascimento das prisões, encontram-se soluções mais humanizadas no tratamento e nas condições dadas aos reclusos, sustentando a reabilitação e eficácia da reinserção social com o intuito de prever a reincidência criminal e evitar que voltem para as instituições. A frente ribeirinha da Trafaria foi alvo de vários planos para a defesa marítima que acabaram por originar algumas Fortificações. Entre elas merece destaque o Forte da Nossa Senhora da Saúde da Trafaria, o lugar de intervenção do projeto da presente dissertação. O Forte da Trafaria, erigido no início do século XVI, tal como muitos outros, sofreu várias alterações para se adaptar aos diferentes usos. Não obstante, permanece devoluto, por isso, decidiu-se apresentar uma proposta para a sua reabilitação e reativação. O Forte tem qualidades que, em nosso entender, lhe permitem desempenhar eficazmente uma outra função, sendo esse o propósito e objetivo do projeto, a projeção de um novo estabelecimento prisional feminino de baixa segurança e como resposta à vertente da reabilitação. Este estabelecimento visa sustentar uma prisão moderna e humanizada, não só pela sobrelotação que o sistema prisional português revela, como pelo estado de degradação das prisões que se encontram ativas em Portugal. Para isso, foi necessário estudar alguns modelos e estratégias de controle e vigilância da arquitetura prisional, bem como, os mecanismos e técnicas utilizadas no espaço prisional que apresentam bons resultados no processo de reinserção do recluso.